22 de out. de 2008

A PROMESSA DA PAZ MUNDIAL

Aos Povos do Mundo:


A Grande Paz - para a qual as pessoas de boa vontade orientaram os seus corações através dos séculos, acerca da qual inúmeras gerações de profetas e poetas expressaram as suas visões, e cuja promessa foi continuamente reafirmada ao longo das eras nas escrituras sagradas da humanidade - encontra-se agora, finalmente, ao alcance das nações. Pela primeira vez na História, é agora possível ver o planeta em sua totalidade, com os seus mil e um povos diversificados, a partir da mesma perspectiva. A paz mundial não é somente possível, mas inevitável. É o próximo estágio na evolução deste planeta - ou, conforme disse um grande pensador, "a planetização da humanidade".

Se essa paz será alcançada somente depois de horrores inimagináveis, precipitados pelo apego obstinado da humanidade a velhos padrões de comportamento, ou se será concretizada agora através de um ato de vontade coletiva - eis a escolha que se oferece a todos os que habitam a Terra. Nesta conjuntura crítica, em que os problemas de difícil tratamento que confrontam as nações foram fundidos numa preocupação comum pelo bem-estar do mundo todo, a nossa inércia face à maré de conflitos e de desordem seria por demais irresponsável.

Entre os sinais favoráveis que podemos discernir contam-se a força crescente de medidas tomadas em prol da ordem mundial, a partir do primeiro quartel deste século, através da constituição da Liga das Nações, sucedida pela ainda mais ampla Organização das Nações Unidas; a independência obtida pela maioria das nações da terra após a II Guerra Mundial, fato que aponta para a conclusão do processo de construção de nações, e a participação dessas nações mais jovens, juntamente com as mais antigas, na abordagem de questões de interesse mútuo; o grande aumento conseqüentemente verificado na cooperação, entre povos e grupos antes isolados e antagônicos, em empreendimentos internacionais nos domínios científicos, educativo, jurídico, econômico e cultural; o aparecimento durante as últimas décadas de um número sem precedentes de organizações humanitárias internacionais; a expansão de movimentos femininos e juvenis com o propósito de por fim às guerras; e a constituição espontânea de grupos cada vez maiores de pessoas comuns em busca de maior compreensão através da comunicação pessoal.

Os avanços científicos e técnicos que têm ocorrido durante este século invulgarmente abençoado, pressagiam um grande impulso para o progresso na evolução social do planeta, e apontam os meios através dos quais se poderão resolver os problemas práticos da humanidade. Esses avanços materiais oferecem, na verdade, os próximos meios para a administração da vida complexa de um mundo unido. Não obstante, as barreiras persistem. As dúvidas, os equívocos, os preconceitos, as suspeitas e os interesses mesquinhos dominam as nações e os povos em suas relações uns com os outros.

É por isso que, guiados por um profundo sentido de dever moral e espiritual, nos sentimos impelidos a chamar a vossa atenção, neste momento tão oportuno, para as percepções aguçadas que, há mais de um século, foram pela primeira vez comunicadas aos governantes da humanidade por Bahá’u’lláh, Fundador da Fé Bahá’í, da qual somos fideicomissários.

"Os ventos de desespero", escreveu Bahá’u’lláh,"sopram de todas as direções, e a contenda que divide e aflige a raça humana aumenta dia a dia. Os sinais de caos e convulsões iminentes podem agora ser discernidos, na medida em que, lastimavelmente, a ordem predominante demonstra ser defeituosa". Este juízo profético tem sido amplamente corroborado pela experiência comum da humanidade. Os defeitos existentes na ordem prevalecente estão patentes na incapacidade manifestada pelos Estados soberanos, organizados nas Nações Unidas, em exorcizar o espectro da guerra, a ameaça de um colapso da ordem econômica internacional, o alastramento da anarquia e do terrorismo, e o sofrimento intenso que estas e outras aflições estão causando a um número crescente de seres humanos. De fato, as agressões e os conflitos têm de tal maneira caracterizado os nossos sistemas sociais, econômicos e religiosos, que muitos já se entregaram à noção de que tal comportamento é intrínseco à natureza humana e, conseqüentemente, é inextirpável.

Com a consolidação desse ponto de vista, assistimos ao desenvolvimento de uma contradição paralisante nos afazeres humanos. Por um lado, as pessoas de todas as nações proclamam não só o seu anseio de paz e harmonia, mas também a sua disposição de estabelecê-las e de por termo às apreensões devastadoras que atormentam as suas vidas diárias. Por outro lado, concede-se aceitação indiscriminada à noção de que os seres humanos são incorrigivelmente egoístas e agressivos, e, portanto, incapazes de erigir um sistema social simultaneamente progressivo e pacífico, dinâmico e harmonioso - um sistema que dê liberdade à iniciativa e à criatividade individuais, mas baseadas na cooperação e na reciprocidade.

À medida que a necessidade de paz se afigura mais urgente, esta contradição fundamental, que impede a sua concretização, exige uma reavaliação das suposições em que se fundamenta a conclusão comumente aceita quanto à triste condição histórica da humanidade. Quando examinadas com imparcialidade, as provas existentes revelam que tal conduta, longe de expressar a verdadeira essência do homem, representa na verdade uma distorção do espírito humano. A aceitação desta conclusão permitirá a todos os povos mobilizar forças sociais construtivas, que, por serem congruentes com a natureza humana, encorajarão a harmonia e a cooperação em vez da guerra e do conflito.

A escolha de tal curso não implica a negação do passado da humanidade, mas sim a sua compreensão. A Fé Bahá’í encara a atual confusão que reina no mundo e o estado calamitoso em que se encontram os afazeres humanos como uma fase natural num processo orgânico que conduzirá, final e irresistivelmente, à unificação do gênero humano sob uma ordem social única, cujos únicos limites serão os do planeta. A humanidade, vista como um todo distinto e orgânico, passou por estágios evolucionários análogos aos estágios de infância e adolescência que ocorrem nas vidas dos seus membros individuais. E, agora, está atravessando o período culminante em que a sua adolescência turbulenta se abeira da tão longamente aguardada maioridade.

O mero reconhecimento de que os preconceitos, as guerras e a exploração têm sido as expressões de estágios imaturos num vasto processo histórico, e de que a humanidade está presentemente experimentando o tumulto inevitável que prenuncia a sua maioridade coletiva, não deve constituir motivo de desespero, mas antes ser encarado como condição prévia para o empreendimento da estupenda tarefa da construção de um mundo pacífico. O tema cujo exame propomos é o de que tal empreendimento é possível, de que as necessárias forças construtivas existem, e de que podem ser erguidas estruturas sociais unificadoras.

Sejam quais forem os sofrimentos e as convulsões que os próximos anos possam encerrar, e por mais sombrias que sejam as circunstâncias imediatas, a Comunidade Bahá’í crê que a humanidade pode enfrentar essa prova suprema com confiança em seu resultado final. Longe de assinalarem o fim da civilização, as transformações convulsivas, em cuja direção a humanidade está sendo cada vez mais rapidamente impelida, servirão para liberar "as potencialidades inerentes à condição do homem" e revelar "a plena medida do seu destino sobre a terra, e a excelência inata de sua realidade".



I


Os dons naturais que distinguem o gênero humano de todas as outras formas de vida encontram-se resumidos naquilo a que se chama espírito humano; o intelecto é a sua qualidade essencial. Esses dons permitiram à humanidade construir civilizações e prosperar materialmente. Mas tais realizações, por si só, nunca saciaram o espírito humano, cuja natureza misteriosa o predispõe para a transcendência, para estender-se em direção a um domínio invisível, à realidade suprema, àquela essência das essências incognoscível chamada Deus. As religiões, trazidas à humanidade por um série de luminares espirituais, têm sido os principais elos de ligação entre a humanidade e essa realidade suprema, e têm galvanizado e refinado a capacidade da humanidade para alcançar o sucesso espiritual juntamente com o progresso social.

Nenhuma tentativa séria de endireitar os afazeres humanos e de alcançar a paz mundial pode ignorar a religião. A sua percepção e prática pelo homem são assuntos amplamente cobertos pela História. Um eminente historiador descreveu a religião como "uma faculdade da natureza humana". Que a perversão desta faculdade tenha contribuído em grande parte à confusão que atualmente reina no mundo, e os conflitos existentes entre os indivíduos e no seu íntimo, dificilmente pode ser negado. Ao mesmo tempo, nenhum observador imparcial pode menosprezar a influência preponderante exercida pela religião sobre as expressões vitais da civilização. Mais ainda, a sua indispensabilidade à ordem social tem sido repetidamente demonstrada pelo seu efeito direto sobre as leis da moralidade.

Falando da religião como força social, Bahá’u’lláh disse: "A religião é o maior de todos os meios para o estabelecimento da ordem no mundo para o contentamento pacífico de todos os que nele habitam". Referindo-se ao eclipse ou à corrupção da religião, ele escreveu: "Se a lâmpada da religião for obscurecida, reinarão o caos e a confusão, e as luzes da eqüidade, da justiça, da tranqüilidade e da paz deixarão de brilhar". Enumerando as conseqüências disso, as Escrituras Bahá’ís destacam o fato de que, "nestas circunstâncias, a perversão da natureza humana, a degradação do comportamento humano, a corrupção e a dissolução das suas instituições revelam-se em seus aspectos mais repugnantes e revoltantes. O caráter humano é aviltado, a confiança é abalada, os nervos da disciplina são relaxados, a voz da consciência humana é silenciada, o sentido da decência e da vergonha é velado, os conceitos do dever, da solidariedade, da reciprocidade e da lealdade são distorcidos, e os próprios sentimentos de paz, alegria e esperança extinguem-se gradualmente.

Se, por conseguinte, a humanidade chegou a uma situação de conflitos paralisantes, precisa então olhar para si mesma, para a sua própria negligência, para os cantos de sereia a que tem dado ouvidos, para a fonte dos mal-entendidos e da confusão perpetrada em nome da religião. Àqueles que se têm agarrado cega e egoisticamente às suas ortodoxias particulares, e que impulseram aos seus devotos interpretações errôneas e contraditórias dos pronunciamentos dos Profetas de Deus, a esses cabe uma pesada responsabilidade por toda esta confusão - uma confusão agravada pelas barreiras artificiais erguidas entre a fé e a razão, a ciência e a religião. Isto porque, partindo-se de um exame imparcial dos pronunciamentos feitos efetivamente pelos Fundadores das grandes religiões, e levando-se em conta os meios sociais em que tiveram de cumprir as suas missões, não se vislumbram fundamentos para as alegações e os preconceitos que transformam as comunidades religiosas do mundo, e, conseqüentemente, todos os afazeres humanos.

O ensinamento de que deveríamos tratar os outros tal como gostaríamos de ser tratados, uma ética repetida de várias maneiras em todas as grandes religiões, apoia esta última observação em dois aspectos particulares: resume a atitude moral, o aspecto promotor da paz que emana dessas religiões, independentemente do lugar ou da época em que tiveram a sua origem; e implica também um aspecto de unidade que é a sua virtude essencial, uma virtude que a humanidade, com a sua visão fragmentada da História, não tem podido apreciar.

Se a humanidade tivesse visto os Educadores da sua infância coletiva em seu verdadeiro caráter, como agentes de um processo civilizatório, teria indubitavelmente colhido benefícios incalculavelmente maiores dos efeitos cumulativos das suas sucessivas missões. Desafortunadamente, não o fez.

O ressurgimento da religiosidade fanática, que atualmente se observa em muitas terras, não pode ser visto senão como um derradeiro espasmo antes da sua extinção. A própria natureza dos fenômenos violentos e destrutivos a ele associados é atestado eloqüente da falência espiritual que representa. Efetivamente, uma das características mais estranhas e mais tristes de irrupção atual do fanatismo religioso é o modo como, em cada caso, está minando não só os valores espirituais conducentes à unidade da humanidade, mas também aquelas vitórias morais únicas ganhas pela religião particular a que pretende servir.

Por mais vital que tenha sido a sua força ao longo da História da humanidade, e por mais dramático que seja o atual ressurgimento do fanatismo religioso militante, a religião e as instituições religiosas, no decorrer das últimas décadas, estão sendo considerados por um número crescente de pessoas como irrelevantes em relação às principais preocupações do mundo moderno. Em seu lugar, as pessoas voltaram-se ou para a procura hedonística da satisfação material, ou para a devoção a ideologias fabricadas pelos homens com o objetivo de salvar a sociedade dos males evidentes de que padece. Lamentavelmente, muitas dessas ideologias, em vez de abraçarem o conceito de unidade da humanidade e promoverem o aumento da concórdia entre os diversos povos, manifestaram tendência a deificar o Estado, a sujeitar o resto da humanidade ao domínio de uma nação, raça ou classe, a procurar suprimir toda a discussão e o intercâmbio de idéias, ou a abandonar friamente milhões de seres humanos à sorte de um sistema d mercado que, de forma mais que patente, esta agravando as agruras em que se encontra a maioria da humanidade, ao mesmo tempo que permite que pequenas parcelas vivam em condições de riqueza, com que nossos antepassados dificilmente poderiam sonhar.

Como são trágicos os resultados da fés substitutas que os sábios mundanos da nossa era criaram! Na desilusão maciça de populações inteiras que foram ensinadas a venerar em seus altares, pode ler-se o veredicto irreversível da História acerca do seu valor. Os frutos que essas doutrinas produziram, após décadas de um exercício cada vez mais irrestrito do poder por aqueles que lhes devem a sua ascensão no mundo dos homens, são as enfermidades sociais e econômicas que invadem todas as regiões do mundo nos anos finais deste século XX. Na base de todas essas aflições exteriores estão os danos espirituais, refletidos na apatia que se apossou da massa dos povos de todas as nações e na extinção da esperança nos corações de milhões de destituídos e angustiados.

Chegou o momento em que aqueles que pregam os dogmas do materialismo, quer do Leste ou do Oeste, tanto o capitalismo quanto o socialismo, terão de apresentar contas da tutela moral que têm presumido exercer. Onde está o "novo mundo" prometido por essas ideologias? Onde está a paz internacional a cujos ideais proclamaram a sua devoção? Onde estão os avanços para novos domínios de progresso cultural, produzidos pelo enaltecimento desta raça, daquela nação ou de determinada classe? Por que é que a vasta maioria dos povos do mundo está se afundando cada vez mais na fome e na miséria, quando os árbitros atuais dos afazeres humanos têm a sua disposição riquezas incalculáveis, a uma escala jamais concebida pelos Faraós e pelos Césares, e nem mesmo pelas potências imperialistas do século passado?

Muito em especial, é na glorificação das conquistas materiais - simultaneamente origem e característica comum de todas essas ideologias - que encontramos as raízes da falsa crença de que seres humanos são incorrigivelmente egoístas e agressivos. E é aqui que o terreno tem que ser desobstruído para a edificação de um novo mundo digno dos nossos descendentes.

A conclusão de que os ideais materialistas falharam, quando examinados à luz da experiência, evoca um reconhecimento honesto de que tem de ser feito agora um novo esforço para encontrar soluções para os problemas angustiosos do planeta. As condições intoleráveis que predominam na sociedade falam de fracasso comum de todos eles, circunstâncias que tende a reforçar, em vez de aliviar, o entrincheiramento de parte a parte. Claramente, há necessidade urgente de um esforço em comum para remediar tal estado de coisas. O que é preciso, acima de tudo, é uma mudança de atitude. Irá a humanidade continuar com a sua obstinação, apegada a conceitos superados e suposições impraticáveis? Ou irão os seus dirigentes, independentemente das suas ideologias, dar um passo à frente e, animados por uma vontade inabalável, conferenciar uns com os outros, numa procura solidária de soluções apropriadas?

Aqueles que se interessam pelo futuro do gênero humano bem podem ponderar este conselho: "Se os ideais há muito nutridos, se as instituições honradas pelo tempo, se certas suposições sociais ou fórmulas religiosas já não promovem o bem-estar geral da humanidade, se deixaram de corresponder às necessidades de uma humanidade em constante evolução, que sejam, então, repelidos e relegados ao limbo das doutrinas obsoletas e esquecidas. Por que razão, num mundo sujeito à lei imutável da transformação e da decadência, deveriam ficar isentos da deterioração que há necessariamente de alcançar todas as instituições humanas? Afinal, a única finalidade das normas jurídicas, das teorias políticas e econômicas, é a salvaguarda dos interesses da humanidade em seu todo - e não é a humanidade que deve ser crucificada para a preservação da integridade de qualquer lei ou doutrina particular".




II



A proscrição das armas nucleares, a proibição do uso de gases venenosos ou a interdição da guerra bacteriológica não eliminarão as causas básicas das guerras. Por mais importantes que tais medidas práticas obviamente sejam, como elementos do processo de apaziguamento, por si só elas são demasiado superficiais para poderem ter um efeito duradouro. Os povos são suficientemente engenhosos para inventar novos instrumentos de guerra, e para utilizar meios como os alimentos, as matérias-primas, as finanças, o poderio industrial, a ideologia e o terrorismo na subversão uns dos outros, numa procura incessante de supremacia e domínio. Da mesma maneira, não é possível resolver a desarticulação que atualmente reina nos afazeres da humanidade mediante a resolução de conflitos ou dissídios específicos entre as nações. Há que adotar uma estrutura universal genuína.

Decerto que não há falta no reconhecimento pelos líderes nacionais do caráter mundial do problema, que está evidente no volume crescente de questões que os confrontam diariamente. E há também uma acumulação constante de estudos e propostas de soluções apresentadas por muitos grupos interessados e esclarecidos, bem como pelas agências das Nações Unidas, de forma a dissipar qualquer possibilidade de ignorância quanto aos difíceis problemas que é preciso enfrentar. Existe, contudo uma paralisia da vontade; e é isso que tem de ser cuidadosamente examinado e abordado com firmeza. Essa paralisia tem a sua origem, com já afirmamos, numa convicção profundamente entranhada acerca da inevitável belicosidade da humanidade, o que por sua vez produziu uma relutância em considerar a possibilidade de subordinar os interesses apenas nacionais aos requisitos da ordem do estabelecimento de uma autoridade mundial unida. Isso remonta também à incapacidade das massas, em grande parte ignorantes e subjugadas, de articular o seu desejo de uma nova ordem na qual possam viver em paz, harmonia e prosperidade com toda a humanidade.

Os passos hesitantes dados em direção à ordem mundial, especialmente desde a II Guerra Mundial, oferece-nos sinais de esperança. A tendência crescente exibidas por grupos de nações, no sentido de formalizarem relações que lhes permitam cooperar em questões de interesse mútuo, sugere que, eventualmente, todas as nações poderão vencer esta paralisia. A Associação das Nações do Sudeste Asiático, a Comunidade e o Mercado Comum das Caraíbas, o Mercado Comum da América Central, o Conselho de Assistência Econômica Mútua, a Comunidade Econômica Européia, a Liga Árabe, a Organização da Unidade Africana, a Organização dos Estados Americanos, o Fórum do Pacífico Sul - todos os empreendimentos conjuntos representados por organizações como estas preparam o caminho para a ordem mundial.

A atenção crescente está sendo dedicada a alguns problemas mais enraizados do planeta constitui mais um sinal de esperança. Apesar das deficiências óbvias da ONU as mais de quarenta declarações e convenções adotadas por esta organização, mesmo quando vários de seus membros não mostraram muito zelo na aplicação de seus compromissos, deram as pessoas comuns uma nova sensação de esperança. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção sobre a Prevenção e a Punição dos Crimes de Genocídio, e outros instrumentos semelhantes relacionados com a eliminação de todas as formas de discriminação baseadas na raça, no sexo ou na crença religiosa; a afirmação dos direitos da criança; a proteção de todas as pessoas contra a sujeição à tortura; a utilização do progresso científico e tecnológico em prol da paz e em benefício da humanidade - todas estas medidas, caso corajosamente postas em práticas e ampliadas, adiantarão a chegada do dia em que o espectro da guerra terá perdido a sua capacidade de dominar as relações internacionais. É desnecessário realçar aqui os significados dos temas abordados por estas declarações e convenções. Alguns deles, porém, dada a sua relevância imediata para o estabelecimento da paz mundial, merecem alguns comentários adicionais.

O racismo, um dos males mais funestos e persistentes, constitui um obstáculo importante no caminho da paz. A prática perpetra uma violação demasiado ultrajante da dignidade dos seres humanos para poderem ser tolerada sob qualquer pretexto. O racismo o desenvolvimento das potencialidades ilimitadas das sua vítimas, corrompe os seus perpetradores e desvirtua o progresso humano. O reconhecimento da unidade da humanidade, implementando através de disposições jurídicas apropriadas tende de ser universalmente sustentado para que este problema possa ser superado.

A disparidade desmesurada entre ricos e pobres, uma fonte de intenso sofrimento mantém o mundo num de instabilidade, virtualmente a beira da guerra. Poucas sociedades têm retratado eficazmente desta questão. A sua solução requer a aplicação combinada de meios espirituais, morais e táticos. É necessário uma nova abordagem do problema, abrangendo a consulta de especialistas de uma ampla gama de disciplinas, num ambiente isento de polêmicas econômicas e ideológicas, e envolvendo pessoas diretamente afetadas pelas decisões que urgentemente terão de ser tomadas. Trata-se de uma questão que está intimamente ligada não apenas à necessidade de eliminar os extremos de riqueza e de pobreza, mas também àquelas verdades espirituais cuja compreensão pode engendrar uma nova atitude universal. A promoção de tal atitude é, em si mesma, uma parte importante da solução.

O nacionalismo desenfreado, distinto de um patriotismo são e legítimo, deve ceder o lugar de uma lealdade mais ampla - ao amor à humanidade como um todo. A esse respeito, Bahá’u’lláh afirmou que "a terra é um só país, e os seres humanos seus cidadãos." O conceito da cidadania mundial é uma conseqüência direta da contração do mundo através dos avanços tecnológicos e da incontestável interdependência das nações. O amor a todos os povos do não exclui o amor de cada pessoa ao seu país. E as vantagens das partes, numa sociedade mundial, são melhor servidas pela promoção das vantagens do todo. As atividades internacionais atuais, em vários campos que nutrem a afeição mútua e um sentido de solidariedade entre os povos, precisam ser substancialmente incrementadas.

Ao longo da História, as lutas religiosas têm sido a causa de inúmeras guerras e conflitos, uma praga para o progresso, e são hoje cada vez mais repugnantes - tanto às pessoas de diferentes fés como àquelas que não professam nenhum credo. Os adeptos de todas as religiões devem se dispor a encarar as questões básicas suscitadas por tais disputas, a chegar a conclusões claras. Como deverão ser resolvidas as diferenças entre elas, tanto em teoria como na prática? O problema que enfrentam os líderes religiosos da humanidade é o de contemplarem, com os corações cheios de compaixão e ânsia de verdade, a triste situação atual da humanidade, e de perguntarem humildemente a si mesmos, perante o seu Criador Todo Poderoso, se não podem conciliar as suas diferenças teológicas num grande espírito de indulgência mútua, que lhes permita trabalhar conjuntamente em prol da compreensão humana e da paz.

A emancipação da mulher - a concretização da plena igualdade entre os sexos - é um dos pré requisitos mais importantes, embora dos menos reconhecidos, para o estabelecimento da paz. A negação dessa igualdade perpetra uma injustiça contra metade da população do mundo, e promove entre os homens atitudes e hábitos nocivos que são transportados do ambiente familiar para o local de trabalho, para a vida política, e, em última análise, para a esfera das relações internacionais. Não existem quaisquer fundamentos morais, práticos ou biológicos que justifiquem essa privação. Só quando as mulheres forem bem recebidas em todos os campos de atividade humana, em condições de igualdade, é que se criará o clima moral e psicológico do qual poderá emergir a paz internacional.

A causa da educação universal, que já alistou ao seu serviço um exército de gente dedicada de todas as fés e nações, merece o maior apoio que os governos do mundo lhe possam dispensar. Afinal, a ignorância é indiscutivelmente a principal razão para o declínio e a queda dos povos, e para a perpetuação dos preconceitos. Nenhuma nação pode ter pleno êxito e se considerar realizada enquanto não facultar meios de ensino a todos os seus cidadãos. A escassez de recursos com que se debatem muitos países limita a sua capacidade de satisfazer essa necessidade, o que impõe uma certa ordenação de prioridades. Os órgãos e entidades decisórias envolvidas fariam bem em atribuir prioridades à educação das mulheres e das jovens, dado que é por intermédio de mães educadas que os benefícios do conhecimento podem ser mais rápida e eficazmente difundidos através das sociedades. Atendendo aos imperativos dos nossos dias, deveria também se dada atenção ao ensino do conceito de cidadania mundial, como elemento integral da educação normal de cada criança.

Uma falta básica de comunicação entre os povos debilita sensivelmente os esforços para o estabelecimento da paz no mundo. A adoção de uma língua auxiliar internacional poderia contribuir muito para a solução desse problema e é um assunto que merece a mais urgente consideração.

Há duas observações que devem ser feitas em relação a todos estes tópicos. Em primeiro lugar, que a abolição da guerra não depende só de assinatura de tratados e protocolos; isso é uma tarefa assaz complexa que requer uma nova dimensão de comprometimento para a solução de questões que não costumam ser associadas à busca da paz. Quando baseada exclusivamente em acordos políticos, a idéia da segurança coletiva não é senão uma quimera. O outro ponto que merece ser destacado é que o principal problema inerente ao tratamento de questões relacionadas com a paz está na elevação do seu contexto ao plano dos princípios, um plano distinto do pragmatismo puro. Porque, essencialmente, a paz advém de um estado interior apoiado por uma atitude espiritual ou moral, e é principalmente através da evocação dessa atitude que se pode chegar à possibilidade de soluções duradouras.

Existem princípios espirituais, ou aquilo a que algumas pessoas chamam valores humanos, por meio dos quais se podem encontrar soluções para todos os problemas sociais. Qualquer grupo bem-intencionado pode, num sentido geral, formular soluções práticas para os seus problemas, mas as boas intenções e os conhecimentos práticos geralmente não são suficientes. O mérito essencial de um princípio espiritual reside no fato de não somente apresentar uma perspectiva que se harmoniza com aquilo que é imanente à natureza humana, mas também de incutir uma atitude, uma dinâmica, uma vontade e uma aspiração que facilitam a identificação e a implementação de medidas práticas. Os dirigentes governamentais e todos aqueles que ocupam postos de autoridade fariam bem se, em seus esforços para resolver problemas, procurassem primeiro identificar os princípios envolvidos e, depois, se deixassem guiar por eles.




III


A primeira questão a resolver é como o mundo presente, com o seu padrão enraizado de conflitos, pode transformar-se em um mundo onde prevaleçam a harmonia e a cooperação.

A ordem mundial só pode ser fundada sobre uma consciência inabalável da unidade da humanidade, uma verdade espiritual que todas as ciências humanas confirmam. A Antropologia, a Fisiologia e a Psicologia reconhecem uma só espécie humana, ainda que infinitamente variada no que se refere aos aspectos secundários da vida. O reconhecimento desta verdade requer o abandono dos preconceitos - de todos os tipos de preconceitos - relacionados com a raça, a classe social, a cor da pele, a crença religiosa, a nacionalidade, o sexo e o grau de civilização material. Em suma, de tudo aquilo que faz com que as pessoas se considerem superiores umas às outras.

A aceitação da unidade da humanidade é o pré requisito fundamental para a reorganização e a administração do mundo como um só país - como o lar da humanidade. A aceitação universal deste princípio espiritual é essencial para o êxito de qualquer tentativa de estabelecer a paz mundial. Deveria, portanto, ser universalmente proclamado, ensinado nas escolas, e constantemente reafirmado em todas as nações como preparação para a transformação orgânica da estrutura da sociedade que isso implica.

Do ponto de vista bahá’í, o reconhecimento da unidade "exige nada menos que a reconstrução e a desmilitarização de todo o mundo civilizado - um mundo organicamente unificado em todos os aspectos essenciais da sua vida, do seu mecanismo político, da sua aspiração espiritual, do seu comércio e das suas finanças, da sua escrita e do seu idioma, e, não obstante tudo isso, infinitamente variado quanto às características nacionais das suas unidades federadas."

Ao expor as implicações deste princípio cardeal, Shoghi Effendi, o Guardião da Fé Bahá’í, comentou em 1931 que: "Longe de se fundamentar na subversão dos alicerces da sociedade existente, ele procura alargar a sua base e remodelar as suas instituições de maneira consoante com as necessidades de um mundo sempre em transição. Não pode estar em conflito com nenhuma obrigação legítima, nem minar qualquer lealdade essencial. O seu fim não é abafar a chama de um patriotismo são e inteligente nos corações dos homens, nem abolir o sistema de autonomia nacional que é tão indispensável como freio dos males da descentralização excessiva. Não desconsidera, tampouco tenta suprimir, a diversidade da origem étnica, do clima, da história, do idioma e da tradição, do pensamento e dos costumes, que diferenciam os povos e as nações do mundo. Ele exige uma lealdade mais ampla, uma aspiração maior que qualquer outra que jamais animou a raça humana. Insiste em que os impulsos e os interesses nacionais sejam subordinados às necessidades de um mundo unificado.Repudia a centralização excessiva por um lado, e, ao mesmo tempo, nega qualquer tentativa de uniformidade. O seu lema é a unidade na diversidade."

O alcance de tais fins requer diversos estágios para o ajustamento das atitudes políticas nacionais, que agora se encontram à beira da anarquia, na ausência de leis claramente definidas ou de princípios universalmente aceitos e aplicáveis no trato das relações entre as nações. A Liga das Nações, a Organização das Nações Unidas, e os diversos organismos e acordos por elas produzidos, têm sido indubitavelmente úteis na atenuação de alguns dos efeitos negativos dos conflitos internacionais, mas têm-se revelado incapazes de evitar a guerra. Na verdade, têm havido dezenas de guerras desde o fim da II Guerra Mundial - e muitas delas continuam ainda a grassar.
Os aspectos dominantes deste problema já tinham emergido no século XIX, quando Bahá’u’lláh apresentou pela primeira vez as suas propostas para o estabelecimento da paz mundial. O princípio da segurança coletiva foi por ele exposto em declarações dirigidas aos governantes do mundo. Conforme Shoghi Effendi observou acerca do seu significado: "O que podem significar essas palavras poderosas", escreveu ele, "senão a limitação inevitável da soberania nacional irrestrita, como prólogo indispensável à formação da futura união de todas as nações do mundo? Alguma forma de Super estado mundial há de evoluir, a cuja autoridade todas as nações do mundo cederão de boa vontade todo e qualquer direito de fazer guerra, certos direitos de cobrar impostos, e todos os direitos de possuir armamentos, além do necessário para a manutenção da ordem interna nos seus respectivos domínios. Tal estado incluiria dentro de sua órbita um Executivo Internacional capaz de exercer autoridade suprema e indiscutível sobre qualquer membro recalcitrante da comunidade; um Parlamento Mundial, cujos membros seriam eleitos pelo povo nos seus respectivos países e cuja eleição seria confirmada pelos respectivos países e cuja eleição seria confirmada pelos respectivos governos; e um Supremo Tribunal, cujas decisões teriam efeito compulsório, mesmo no caso das partes envolvidas não concordarem em submeter voluntariamente as questões à sua consideração."

"Uma comunidade mundial em que todas as barreiras econômicas seriam permanentemente demolidas, e definitivamente reconhecida a interdependência do Capital e do Trabalho; em que o clamor do fanatismo religioso e das lutas religiosas teria sido silenciado para todo o sempre; em que a chama da animosidade racial teria sido finalmente extinta; em que um código único de direito internacional - produto do juízo ponderado dos representantes federados do mundo - teria como sua sanção a intervenção imediata e coercitiva das forças combinadas das unidades federadas; e, finalmente, uma comunidade mundial em que a fúria de um nacionalismo caprichoso e militante teria sido transmutada numa consciência permanente da cidadania mundial - assim é, em seus traços mais largos, a Ordem prevista por Bahá’u’lláh, uma Ordem que virá a ser considerada como o mais belo fruto de uma era em lenta maturação".

A implementação destas medidas de longo alcance foi indicada por Bahá’u’lláh: "Haverá de chegar o tempo em que a necessidade imperiosa da convocação de uma vasta e ampla assembléia de homens será universalmente percebida. Os governantes e os reis da terra terão de tomar parte dela, e, participando nas suas deliberações, deverão considerar métodos e meios capazes de assentar os fundamentos para a Paz Maior, mundial, entre os homens".

A coragem, a determinação, a pureza de motivos e o amor desinteressado de um povo por outro - todas as qualidades espirituais e morais necessárias para a efetivação desse passo supremamente importante em direção à paz - estão concentradas sobre a vontade de agir. E é no sentido de despertar a vontade necessária que é preciso proceder a um exame sério da realidade do homem, isto é, do seu pensar.Compreender a relevância desta potente realidade é também apreciar a necessidade social de atualizar o seu valor singular através de consultas francas, serenas e cordiais, e de agir a partir dos resultados desse processo. Bahá’u’lláh chamou insistentemente a atenção para as virtudes e a indispensabilidade da consulta como meio para a ordenação dos afazeres humanos. Ele disse: "a consulta confere maior consciência e transforma as conjecturas em certezas. É uma luz brilhante que, num mundo escuro, ilumina o caminho e guia. Para tudo existe e continuará a existir um estágio de perfeição e maturidade. A maturidade do dom do entendimento é manifestada através da consulta". A própria tentativa de alcançar a paz mediante a ação consultiva por ele proposta pode produzir um espírito tão salutar entre os povos da Terra, que nenhum poder se oporia a um resultado final triunfante.

Acerca dos procedimentos para essa assembléia mundial, ‘Abdu’l-Bahá, filho de Bahá’u’lláh e intérprete autorizado dos seus ensinamentos, ofereceu as seguintes explicações: "Terão de fazer da Causa da Paz um objeto de consultas gerais e procurar por todos os meios ao seu alcance o estabelecimento de uma União de nações do mundo. Terão de celebrar um tratado vinculativo e estabelecer um convênio cujas disposições sejam sãs, invioláveis e bem definidas. Terão de proclamá-lo ao mundo inteiro e obter o seu endosso por toda a humanidade. Esse empreendimento nobre e supremo - verdadeira fonte de paz e bem-estar para todo o mundo - deveria ser considerado sagrado por todos os habitantes da Terra. Todas as forças da humanidade têm de ser mobilizadas para assegurar a estabilidade e a permanência deste Grande Convênio. Nesse Pacto todo abrangente deveriam ser claramente fixados os limites e as fronteiras de todas as nações, seriam definitivamente articulados os princípios em que se estabeleceriam as relações entre os governos, e determinadas todas as convenções e obrigações internacionais. Da mesma maneira, os armamentos de cada governo seriam estritamente limitados, pois que, caso se permitisse o aumento das forças militares e dos preparativos bélicos por parte de qualquer deles, isso suscitaria a suspeita dos outros. As bases desse Pacto solene seriam fixadas de modo que, se qualquer governo posteriormente violasse qualquer das suas obrigações, todos os governos da Terra se deveriam erguer e reduzí-lo à submissão total, ou, dito melhor, a humanidade como um todo resolveria empregar todos os meios à sua disposição para destruir tal governo. Se este remédio máximo for aplicado ao seu corpo enfermo, o mundo seguramente se recuperará de todos os seus males e permanecerá eternamente são e salvo".

A realização desta poderosa convocação já deveria ter ocorrido há muito tempo.

Com todo o ardor dos nossos corações, apelamos aos dirigentes de todas as nações para que aproveitem este momento oportuno e dêem passos irreversíveis no sentido da convocação dessa conferência mundial. Todas as forças da História impelem a humanidade para este ato, que assinalará para todo o sempre o alvorecer da sua tão longamente aguardada maturidade.

Não irão as Nações Unidas, com pleno apoio dos seus membros, erguer-se à altura dos desígnios desse acontecimento culminante?

Que os homens e as mulheres, os jovens e as crianças em toda a parte reconheçam o mérito eterno desta ação imperiosa em prol de todos os povos, e ergam as suas vozes em assentimento voluntário. Melhor ainda, que seja esta a geração a inaugurar este estágio glorioso na evolução da vida social do planeta.




IV


A fonte do otimismo que sentimos é uma visão que transcende o cessar da guerra e a criação de organismos de cooperação internacional. A paz permanente entre as nações é um estágio essencial, mas não, afirma Bahá’u’lláh, a meta final do desenvolvimento social da humanidade. Além do armistício inicial imposto ao mundo pelo medo do holocausto nuclear, além da paz política relutantemente celebrada por nações rivais e desconfiadas, além dos arranjos pragmáticos para a segurança e a coexistência, além das numerosas experiências no domínio da cooperação que estas medidas tornarão possíveis, encontra-se a meta final: a unificação de todos os povos do mundo em uma família universal.

A falta de unidade é um risco que as nações e os povos da Terra já não podem mais suportar; as conseqüências são demasiado terríveis para poderem ser contempladas, demasiado óbvias para requererem qualquer demonstração. "O bem-estar da humanidade", escreveu Bahá’u’lláh há mais de um século, "a sua paz e segurança, são inatingíveis a não ser que, e até que, a sua unidade seja firmemente estabelecida". Ao observar que "toda a humanidade está gemendo e ansiando por ser conduzida à unificação, e assim terminar o seu martírio secular", Shoghi Effendi acrescentou ainda que "a unificação da humanidade inteira é a etapa distintiva da qual a sociedade humana atualmente se aproxima. A unidade da família, da tribo, da cidade estado e da nação foram sucessivamente tentadas e completamente estabelecidas. A unidade do mundo é agora a meta em direção à qual a humanidade aflita se encaminha. O processo de formar nações já chegou ao fim. A anarquia inerente à soberania estatal aproxima-se de um clímax. Um mundo em amadurecimento deve abandonar esse fetiche, reconhecer a unidade e a universalidade das relações humanas, e estabelecer de uma vez por todas o mecanismo que melhor possa concretizar este princípio fundamental da sua vida".

Todas as forças de transformação contemporânea confirmam este ponto de vista. As provas podem ser discernidas nos numerosos exemplos já mencionados acerca dos sinais favoráveis à paz mundial que se observam nos movimentos e nos acontecimentos internacionais correntes. O exército de homens e mulheres, que serve os diversos órgãos da Organização das Nações Unidas, recrutado virtualmente de todas as culturas, raças e nações da Terra, representa um "funcionalismo civil" planetário, cujas realizações impressionantes são indicativas do grau de cooperação que pode ser conseguido, mesmo sob condições desanimadoras. Um impulso para a unidade, tal como uma primavera espiritual, luta por se expressar através dos inúmeros congressos internacionais que atraem pessoas de uma vasta gama de atividades. Motiva apelos para projetos internacionais envolvendo as crianças e a juventude. Na realidade, constitui a verdadeira fonte do notável movimento para o ecumenismo, através do qual os membros de religiões e seitas historicamente antagônicas parecem irresistivelmente atraídos uns pelos outros. Juntamente com a tendência oposta para a guerra e o auto engrandecimento, contra os quais luta incessantemente, o impulso para a unidade mundial é uma das características dominantes e generalizadas da vida no planeta durante estes anos finais do século

XX.
A experiência da Comunidade Bahá’í pode ser vista como exemplo desta unidade crescente. É uma comunidade de cerca de três a quatro milhões de pessoas, originárias de muitas nações, culturas, classes e credos, empenhadas em uma ampla área de atividades ao serviço das necessidades espirituais, sociais e econômicas dos povos de inúmeras regiões. É um organismo social único, representativo da diversidade da família humana, que conduz os seus afazeres através de um sistema de princípios consultivos comumente aceitos, e que preza todas as grandes expressões de orientação divina da História da humanidade. A sua existência é mais uma prova convincente da praticabilidade da visão de um mundo unido exposta pelo seu Fundador, mais uma evidência de que a humanidade pode viver como uma sociedade global, à altura de quaisquer desafios que a sua maioridade possa suscitar. Se a experiência bahá’í puder contribuir em qualquer medida para reforçar a esperança na unidade da humanidade, será com grande satisfação que a oferecemos como modelo de estudo.

Ao contemplarmos a suprema importância da tarefa que agora confronta o mundo inteiro, curvamos humildemente as nossas cabeças perante a majestade infinita do Criador divino, que do Seu amor infinito gerou da mesma matéria toda a humanidade; que exaltou a preciosa realidade do homem; que o honrou com intelecto e sabedoria, nobreza e imortalidade; e que conferiu ao homem "a distinção e capacidade únicas de conhecê-Lo e amá-Lo", uma capacidade que "tem de ser encarada como o ímpeto gerador e o propósito primordial subjacente em toda a criação".

Possuímos a firme convicção de que todos os seres humanos foram criados "para levar avante uma civilização em constante evolução"; de que "agir como os animais do campo é indigno dos homens"; de que as virtudes dignas da condição humana são a honestidade, a indulgência, a misericórdia, a compaixão, a bondade e o amor para com todos os povos. Reafirmamos a crença de que as potencialidades inerentes à condição do homem, a plena medida do seu destino sobre a terra, a excelência inata da sua realidade, têm todas de ser manifestadas neste prometido Dia de Deus. São estes os motivos da nossa fé inabalável de que a unidade e paz são a meta alcançável em direção à qual a humanidade se esforça.

No momento em que se escrevem estas palavras, podem ouvir-se as vozes esperançosas dos bahá’ís, apesar da perseguição que continuam a sofrer na terra onde a sua Fé nasceu. Através do exemplo da sua esperança irredutível, são testemunho da crença de que a realização iminente deste antigo sonho de paz é agora, em virtude dos efeitos transformadores da revelação de Bahá’u’lláh, investida com a força da autoridade divina. Assim, comunicamo-vos não apenas uma visão composta de palavras: invocamos o poder de atos de fé e sacrifício; comunicamos o apelo ansioso de paz e de unidade de todos os nossos companheiros de Fé em todo o mundo. Solidarizamo-nos com todos os que são vítimas de agressão, todos os que anseiam pelo fim dos conflitos e das discórdias, todos aqueles cuja devoção a princípios de paz e de ordem mundial promove os fins enobrecedores para os quais a humanidade foi chamada à existência por um Criador que é todo amor.

Na seriedade do nosso desejo de vos transmitir o fervor da nossa esperança e a profundidade da nossa confiança, citamos a promessa enfática de Bahá’u’lláh: "Estas lutas infrutíferas e estas guerras ruinosas hão de passar, e a Paz Máxima há de chegar".


A Casa Universal de Justiça


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

21 de out. de 2008

Histórico do Monumento à Paz em Goiânia


Monumento à Paz



Em 1988 atendendo a solicitação da comunidade Bahai, o artista plástico Siron Franco criou o monumento à paz mundial. Feita em forma de ampulheta, a obra está localizada no Bosque dos Buritis, setor Oeste. No centro existe espaço onde são colocadas terras de vários países. Até o presente, estão representados dezesseis países.
O objetivo da obra é mostrar a possibilidade de união de todos os povos em torno de um projeto de paz para todo o mundo. O monumento tem cinco metros de altura e pesa cinqüenta toneladas. Constitui ponto de atração turística para todos os que visitam o Bosque, compondo belíssimo cenário ao lado do lago.
Austrália, Israel, Holanda, Ghana, Portugal, Suécia, Uruguai e a ex-URSS foram os primeiros países a enviar amostras de seus solos. A ampulheta traz consigo os seguintes dizeres:
"A Terra é um só país, e os seres humanos seus cidadãos"

Fonte desta matéria:
http://www.goiania.go.gov.br/html/principal/goiania/monumentos/apaz.shtml



Histórico do 1º Monumento no mundo erigido à Paz, foi em Goiânia.


O Monumento à Paz de Goiânia é uma bela obra de arte,fruto dos esforços catalizadores da Comunidade Bahá'í de Goiânia, que contou com o valoroso talento do artista plástico Siron Franco e o apoio de diversos segmentos da sociedade goiana.

Sua fundação data de 1986 durante o I Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear, em 1988 foi realizado o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear e o I Encontro de Médicos pela Paz, cuja programação culminou com a inauguração deste monumento.

Sua estrutura é composta por duas pirâmides de concreto, invertidas uma sobre a outra, resultando de tal combinação uma ampulheta estilizada de 5 metros de altura por 2 de largura. Na "cintura", encontram-se amostras de terra de 9 países (Suécia, União Soviética, Gana, Po rtugal, Holanda, Brasil, Austrália, Hungria e Argélia). Hoje, já se encontram mais de 100 amostras de terra de todos os continentes. Assim, esta obra de arte adquire singular importância ao projetar Goiânia no cenário internacional a ao mostrar de forma simples, como a convivência entre os povos pode ser pacífica, profícua e duradoura.

Assessoria de Imprensa Bahá'í de Goiânia.(AIBG)


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

15 de set. de 2008

XXV SEMANA BAHÁ’Í DE GOIÂNIA: 15 A 21 DE SETEMBRO

Fé Bahá'í
Pela paz e Unidade no Mundo


Proposta e Programação



XXV SEMANA BAHÁ’Í DE GOIÂNIA: 15 A 21 DE SETEMBRO de 2008
Semana Bahá’í pela Paz

21 de Setembro Dia Internacional da Paz

A) OBJETIVO: Difundir os ideais de paz entre as nações, povos, classes sociais e religiosas, através do reconhecimento do princípio da unidade da humanidade; comemorar dignamente este dia em razão de recomendações das Nações Unidas (Resolução 58/11).


B) MARCOS CONCEITUAIS:

1 – DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS:
“Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.”

2 – RESOLUÇÃO 58/11 ONU (10/11/2003):
“7 - Incentiva os meios de comunicação de massa a envolverem-se na educação para Uma cultura de paz e não-violência, com especial atenção às crianças e jovens, inclusive pela expansão planejada da Rede de Notícias de Cultura de Paz (Culture of Peace News Network) como uma rede global de sites de internet em vários idiomas;
(...)
9 - Convida os Estados Membros a observar o dia 21 de setembro de cada ano como Dia Internacional da Paz, dia global do cessar-fogo e não-violência, em observância à resolução 55/282 das Nações Unidas, de 7 de setembro de 2001;”

C) PROGRAMAÇÃO:

1) Contatos com os meios de comunicação visando abertura para o tema da Paz;
Rádio Universitária de Goiânia

Aconteceu na Rádio Universitária de Goiânia, dia 23/09/08; com o Radialista Sr. João Sobreira, às 15:00h o Programa Intercâmpus - Entrevistas com pessoas que movimentam as universidades;e com os representantes da Comunidade Bahá'í de Goiânia,Membros do Comitê de Semana Bahá'í; Drs. João Batista da Silva Paiva e Aluísio Gurgel Acosta, também com a presença do Coordenador do Projeto Paz nas Escolas aplicado pela Secretaria Estadual de Educação de Goiás. O programa teve duração de 01 hora,e ambos falaram dos trabalhos realizados na Capital pelas duas instituições.

2) Contatos com as Secretarias de Educação do município e do estado objetivando relacionar diretamente o tema da educação e a Paz, com a promoção formal do ensino da compreensão, da tolerância e da amizade entre todas as nações e grupos raciais e religiosos, nos termos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Quais as propostas de ambas, para o desenvolvimento da Paz entre alunos família, professores, sociedade e a responsabilidade de se estabelecer a Paz na terra como princípio de fraternidade entre os homens e suas sociedades.

A Secreteria Estadual de Educação de Goiás,ao ser convidada para participar do debate na Rádio Universitária juntamente com a Comunidade Bahá'í de Goiânia, enviou seu representante e Coordenador do Projeto Paz nas Escolas, para participar do Programa Intercâmpus - Entrevistas com pessoas que movimentam as universidades no último dia 23/09/08, às 15:00h com o Radialista Sr. João Sobreira.


3) Dia 20/09, às 20:00 horas, painel com o tema “OS ARRANJOS DA PAZ”. Local: Sede Bahá’í, na rua C-234, Qd. 573, Lt. 02, S. Nova Suíça;

4) Dia 21/09, à partir das 09:00 horas, no Monumento à Paz, Bosque dos Buritis, haverá concentração dos bahá’ís para distribuição de mensagens sobre a importância de celebração do Dia Internacional da Paz.


Atenciosamente,

Comitê de Semana Bahá’í de Goiânia
Dr. Aluísio Gurgel Acosta
Dr. João Batista da Silva Paiva
Sra. Zia Pezeshkzad

Assessoria de Comunicação e de Assuntos Externos da Comunidade Bahá’í de Goiânia



"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-
"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

22 de jul. de 2008

Festa de Lançamento do Programa Intensivo de Crescimento em Goiânia.

(Agrupamento Goyazes)


Aconteceu no último dia 19/07/08 às 19h30min, no Clube da ASEG; a grande festa esperada com entusiasmo e alegria. O salão estava preparado em clima de festa de gala, mesas e cadeiras forradas em cores vermelho e branco, banners preparados com inúmeras fotos antigas, mostrando as atividades no início da Fé na Capital goiana e Aparecida de Goiânia, quadros pintados com temas bahá’ís para apreciação dos contatos, flores e uma mesa especial para o jantar.

A reunião iniciou com o cerimonial Antônio Carlos falando da importância que aquele momento representava para o Agrupamento Goyazes, pela intensificação das atividades centrais em nosso agrupamento e o aumento de declarações que deverão acontecer no Goyazes. Apresentou-nos também os nomes dos representantes das Instituições Bahá’ís presentes nesta noite tão especial: Sr.Washington Araújo: Representante da Assembléia Espiritual Nacional dos Baha´’ís do Brasil, Sr. Pejman Samoori: Membro do Corpo Auxiliar de Proteção da Fé no Brasil, Sra. Neryangêla Samoori: Membro do GCI, Sr. Geraldo Farias: Membro do Conselho Bahá’í do Planalto Central, ambos apoiavam o momento de grande marco na História da Fé no Agrupamento Goyazes. Todos eles vieram acompanhados de suas famílias.

O momento sagrado foi aberto logo em seguida com orações apropriadas para a ocasião. Elas foram recitadas pelo pequeno Alexandre, Sra.Orenita, Sra. Zia e foi fechado com uma linda canção entoada com a invocação de "Yá Bahá´ul´Abhá"e Yá Bahá’u’lláh”, adaptada à música Ártemis (Gallo). Foi lida na ocasião por Antônio Carlos Borges, uma carta, enviada pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil pelo avanço do agrupamento no Programa Intensivo de Crescimento em Goiás.

Duas belas canções foram entoadas por nossa querida amiga Joana, vinda da Comunidade de São Sebastião DF, falavam sobre as Assembléias e sobre o Báb. Tivemos o prazer de ouvir uma canção portuguesa entoada pelo Sr.Eurico, professor de dança portuguesa para a terceira idade, pela segunda vez ele e seu grupo foram convidados da comunidade de Goiânia para se apresentar em eventos bahá’ís. Ouvimos outra bela canção italiana na voz da jovem Karla Jacino.

Nosso amigo José Alves, Coordenador da Assembléia Espiritual Local de Goiânia, apresentou para nós um Power Point, com fotos dos patamares da Fé em Haifa-Israel, sobre – Ações de Crescimento – CIE, as atividades centrais da Fé que acontecem em vários países no mundo; e sobre a história da Comunidade Bahá’í de Goiânia e de Aparecida de Goiânia. Iniciada por um jovem baha´’í, engenheiro, Sr. Shapour Monadjem - em Goiânia de 1957 a 1959, com Carta Guia ao Pioneiro, pela Assembléia Espiritual Regional da América do Sul, que veio para trabalhar nas Centrais Elétricas de Goiás (CELG), logo após is a galeria dos Pioneiros:

Comunidade Bahá’í em Goiás

-Sr. Shapour Monadjem - 1957
-Sr. José Gonçalves e D. Oedes-1970
-Família Pezeshkzad – 1975
-Sr. Hermínio e D. Judith – 1975
-Família José Maurício de Souza- 1976/77
-Antonio Carlos Borges Silva - 1978
-Família Victory – anos 80
-Família Acosta - 1980
-Família “de Paula” –1982

O roteiro mostrou a galeria dos nomes dos vários bahá’ís que foram chegando à Capital goiana e estabelecendo assim a comunidade Bahá’í, tendo como pioneiros vindos do Irã, a família Pezeshkzad. As famílias ou os representantes foram chamados à frente, onde Dona Zia e Antônio Carlos falou um pouco sobre a trajetória da Fé em Goiânia, onde, depois convidaram os contatos ali presentes para fazer parte dos cursos e atividades oferecidos pela Comunidade Bahá’í.

Na oportunidade tivemos uma pequena, porém, profunda palestra sobre a:
“A Eminente Visita de Bahá’u’lláh à Humanidade”, falando sobre a História da fundação da Fé Bahá’í, a vida do Báb e seus seguidores, sobre a vida e prisão de Bahá’u’lláh; sobre os fundamentos e princípios que regem a Fé para a transformação da humanidade. A palestra foi proferida pelo Representante da Assembléia Espiritual Nacional dos Baha´’ís do Brasil, Sr. Washington Araújo, presente juntamente com sua família.

Ao término da palestra, foi servido um delicioso jantar, com comidas típicas de Goiás e um espírito de confraternização entre os amigos vindos de várias comunidades de Goiás para comemorar o PIC, sendo de: Anápolis-Go, Brasília-DF, São Sebastião-DF, Águas Lindas-DF, estavam presentes também muitos contatos e familiares dos bahá’ís, várias fotos foram tiradas dos membros das Instituições de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília.


Fonte:
Assessoria de Comunicação da Comunidade Bahá’í de Goiânia
Goiânia 22 de julho de 2008.




"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

17 de jul. de 2008

A "BENÇÃO" DE BENTO XVI À CONFERÊNCIA INTER-RELIGIOSA DE MADRI

Madri, 17 jul (RV) - A “benção” de Bento XVI à Conferência inter-religiosa de Madri que desde o dia 14 até amanhã, dia 18 está reunindo sob iniciativa da Liga Mundial Muçulmana cerca de 200 autoridades religiosas judaicas, cristãs e muçulmanas. A benção do Papa foi levada pelo cardeal Jean Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso.

“O papa – disse o cardeal falando ontem à tarde – está convencido de que um diálogo baseado no amor e na verdade entre os seguidores do judaísmo, do cristianismo e do islamismo é o melhor modo para contribuir a fazer de todos os povos da terra uma só família”. “Judeus, cristãos e muçulmanos compartilham uma comum herança apesar de no passado tenham se registrado em alguns capítulos da sua comum história incompreensões, polêmicas, perseguições e também conflitos armados. Mas hoje podemos dizer que o diálogo abraãmico existe. Ainda mais, podemos dizer que o futuro da Europa, do Oriente Médio e de todo o mundo nos anos que virão dependerá da capacidade de judeus, cristãos e mulçumanos viverem como irmãos”.

“No mundo global no qual vivemos – disse ainda Dom Tauran – ousarei dizer que somos condenados ao diálogo”. “Juntos judeus, cristãos e muçulmanos, devem demonstrar que as religiões são uma fonte de paz e não de tensão e violência”.

Mas se é assim, porque hoje se tem medo das religiões? pergunta-se o cardeal. Ele mesmo responde dizendo que “não devemos ter medo das religiões: elas geralmente pregam a fraternidade”. Seria necessário ao contrário – acrescentou – temer “quem desfigura a religião colocando-a ao serviço dos desígnios do mal”. “O fanatismo religioso, por exemplo, é uma perversão das religiões como também a justificação do terrorismo em nome de valores religiosos”.

“Como pessoas que crêem – concluiu o cardeal Tauran – judeus, cristãos e muçulmanos não acreditam no fato. Sabem que, dotados por Deus de coração e inteligência, podem mudar, com a sua ajuda, o curso da história a fim de que a sua vida se harmonize com o projeto do Criador, isto é, fazer da humanidade uma autêntica família”. (SP)



"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

8 de jul. de 2008

Epístola de Cura

Epístola de Cura

Ele é quem Cura, Quem é Suficiente, o Amparo, a Suma Clemência, o
Todo-Misericordioso.

A Ti invoco, ó Tu o Excelso, ó Tu o Fiel, ó Tu que és o Glorioso!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu, o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Soberano, ó Tu que enalteces, ó Juiz!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu, o Incomparável, ó Tu o Eterno, ó Tu que és Uno!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Mais Louvado, ó Tu que és Santo, ó Auxiliador!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Omnisciente, ó Sapientíssimo, ó Tu de Suma Grandeza!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que és o Clemente, ó Tu o Majestoso, ó Tu que
ordenas!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Bem-Amado, ó Alvo de Adoração, ó Tu o Extasiado!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Mais Poderoso, o Sustentador, ó Tu o Potente!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Governante, ó Tu o Subsistente por Si Próprio, ó
Conhecedor de tudo!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Espírito, ó Luz, ó Tu o Mais Manifesto!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Procurado por todos, ó Tu de todos Conhecido, ó
Tu Oculto de todos!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Invisível, ó Triunfante, ó Tu que concedes dádivas!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Todo-Poderoso, ó Tu que socorres, ó Tu que ocultas!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que moldas, ó Tu que satisfazes, ó Tu que extirpas!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que surges, ó Tu que reunes, ó Tu que exaltas!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que aperfeiçoas, à Tu que és o Irrestrito, ó Tu o
Bondoso!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Benéfico, ó Tu que restringes, ó Criador!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Mais Sublime, ó Tu que és de Suma Beleza, ó
Munificente!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que és o justo, ó Dispensador de Graças, ó Tu o
Generoso!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Predominante, ó Tu que és o Sempiterno, ó Tu o
Maior Conhecedor!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que és o Magnificente, ó Ancião dos Dias, ó Tu que
és o Magnânimo!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Protegido, ó Senhor de Júbilo, ó Alvo de Desejo!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que a todos dispensas bondade, ó Tu Compassivo para
com todos, ó Tu o Mais Benévolo!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Refúgio para todos, ó Abrigo para todos, ó Tu que a
todos preservas!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que a todos socorres, ó Tu Invocado por todos, ó
Vivificador!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Revelador, ó Assolador, ó Tu o Mais Clemente!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu minha Alma, ó Tu meu Bem-Amado, ó Tu minha Fé!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que sacias a sede, ó Senhor transcendente, ó Tu o
Mais Precioso!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu a Maior Lembrança, ó Tu o Mais Nobre Nome, ó
Antiquíssimo Caminho!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Mais Louvado, ó Santíssimo, ó Santificado!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Libertador, ó Conselheiro, ó Salvador!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Amigo, ó Médico, ó Tu que cativas!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Glória, ó Suma Beleza, ó Tu que concedes graças!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco ó Tu o Mais Fidedigno, ó Tu que mais amas, ó Senhor do
Alvorecer!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco ó Tu que acendes, ó Tu que alegras, ó Mensageiro de
Deleite!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Senhor de Generosidade, ó Tu o Mais Compassivo, ó Tu o
Mais Misericordioso!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que és o Constante, ó Vivificador, ó Fonte de toda
a Existência!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que penetras todas as coisas, ó Deus que a tudo vê,
ó Senhor da Expressão!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu o Manifesto ainda que Oculto, ó Tu o Invisível
embora de Renome, ó Observador por todos procurado!
Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

A Ti invoco, ó Tu que matas os que amam, ó Deus de Graça para com o
malfeitor!

Tu que és o Suficiente, Tu que curas, Tu que és o Eterno, ó Tu o
Sempiterno!

Ó Tu que curas, invoco-Te, ó Tu que curas!

Ó Tu que és o Eterno, invoco-Te, ó Tu que és o Eterno!

Tu, o Sempiterno, ó Tu o Eterno!

Santificado és Tu, ó meu Deus! Suplico-Te por Tua generosidade,
através da qual os portais de Tua bondade e Tua graça se abriram de
par em par, e o Templo de Tua Santidade se estabeleceu sobre o trono
da eternidade; e por Tua misericórdia, através da qual Tu convidaste
todas as coisas criadas à mesa de Teus favores e Tuas dádivas; e por
Tua graça, através da qual Tu respondeste, em Teu próprio Ser com Tua
palavra "Sim!" em nome de todos os que estão no céu e na terra, na
hora em que se viu reveladas Tua soberania e Tua grandeza, no
alvorecer, quando o poder e Teu domínio se tornou manifesto.

E novamente eu Te suplico - por estes, os mais belos nomes, por estes
atributos, os mais nobres e sublimes, por Tua Lembrança Excelsa, por
Tua pura e imaculada Beleza, por Tua Luz oculta no pavilhão mais
oculto e por Teu Nome envolvido nas vestes da aflição, toda manhã e
noite - que protejas o portador desta abençoada Epístola e a quem a
recitar e a qualquer um que a encontre, e a quem andar pela casa em
que ela estiver. Através desta Epístola, pois, alivia Tu cada pessoa
enferma, todos os doentes e pobres, de toda tribulação e angústia, de
toda penoso aflição e tristeza, e guia Tu por ela qualquer um que
deseje entrar nas veredas de Tua guia e nos caminhos de Teu perdão e
Tua graça.

Tu és, em verdade, o Poderoso, o Todo-Suficiente; és Quem cura, Quem
protege, o Benéfico, o Compassivo, o Todo-Generoso, o Todo-
Misericordioso. Bahá'u'lláh


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

4 de jun. de 2008

Reunião de Reflexão em Goiânia

Reuniram-se na Comunidade Bahá'í de Goiania-Goiás, o Membro do corpo Auxiliar de Proteção da Fé, Sr. Pejman Samoori, o Membro do Conselho Bahá'í do Centro-Oeste,Sr.Diógenes Marcondes e o Membro do GCI Sra. Neryângela Samoori. A reunião teve um clima bastante espiritual e tocante no momento das orações e durante todo o decorrer da mesma.

Na oportunidade vários professores de aulas Bahá'ís para crianças e pré-jovens, falaram um pouco de suas experiências em suas aulas e de como o poder da palavra sagrada têm influencia de transformação nas vidas destes alunos e de como vários deles passaram a se comportarem após o conhecimento obtido com as aulas.

O principal assunto tratado nesta reunião foi sobre o Processo de Crescimento intensivo da Comunidade Bahá'í de Goiânia, que será comemorado no próximo dia 19/07/08 em clima de festa e de muita alegria, onde estarão presentes membros de várias institições bahá'ís do Brasil, em apoio ao novo estágio de crescimento da Fém em Goiânia.

Na oportunidade será apresentado um Power point sobre a história da Fé em Goiânia desde o seu início há 30 anos.


Comunidade Bahá'í de Goiânia

"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

21 de mai. de 2008

Eliane Cantanhêde, da Folha de S.Paulo, repercute prisão de bahá´ís no Irã







BRASÍLIA - Morreram quase 80 mil pessoas no ciclone na distante e desconhecida Mianmar, na Ásia. E podem chegar a 50 mil os mortos num terremoto na China.


Além disso, nunca se sabe quantos estão à míngua e poderão morrer pelo mundo afora por falta de alimentos e por falta de dinheiro para comprar alimentos, remédios, educação, dignidade.


O pior de todas as tragédias, porém, não são as calamidades nem mesmo a falta de planejamento e de diligência dos governos. O pior mesmo é como o autoritarismo ainda grassa em todos os continentes e afeta ainda mais drasticamente os mais pobres e necessitados.


Em Mianmar, antiga Birmânia, por exemplo, o cidadão foi atingido não por um, mas, sim, por duas grandes tragédias. Uma, da natureza, incontrolável. A outra, da junta militar extemporânea, que poderia ser só ridícula, não fosse assassina.


Sim, por que como se poderia chamar um governo que impede que seus cidadãos, debaixo da calamidade, recebam ajuda humanitária externa? Que tipo de princípios, ou de ideologias, pode justificar uma barbaridade dessas?


Está na hora, também, de o mundo voltar seus olhos para o Irã, onde os EUA cismam em vislumbrar armas atômicas, mas o problema é outro. As armas podem ser atômicas ou atomizadas como as que justificaram George W. Bush invadir o Iraque. Mas os fatos são outros: o que eles estão fazendo por lá com suas minorias religiosas.


Na semana passada, o governo iraniano prendeu mais um punhado de líderes Bahai-i, e, lá, quando líderes religiosos são presos, eles simplesmente desaparecem.


A ONU, comandada pela grande potência e desautorizada por ela na invasão à revelia do Iraque, precisa seriamente ser reformulada. Ingerências internas são sempre perigosas, mas deixar milhões de cidadãos à mercê de malucos e assassinos em nome da não-ingerência é lavar as mãos para o caos.



Fonte: ABEN Agencia Bahá'í de Notícias




"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

19 de mai. de 2008

Bahá'ís presos



Via Fênix ad eternum by SAM on 5/19/08



Anualmente, o Corpo Supremo Bahá'í emite uma mensagem a todos os crentes pelo mundo. Este ano, nessa Mensagem, pode-se ler que conscientes das forças de integração e desintegração que operam na sociedade atual pode-se ver o fracasso dos sistemas do mundo. A humanidade sofre pelas forças da opressão, sejam elas originadas nas profundezas do preconceito religioso ou sobre o materialismo desenfreado. Estas forças - de integração e de desintegração - são as que, por um lado, permitem que o Golfo Pérsico melhore as suas relações interreligiosas, ao mesmo tempo que, por outro, comprovam a degradação ao mais triste grau.


Relatórios internacionais e centros de notícia por todo o globo têm passado a notícia do encarceramento de 7 líderes bahá'ís da Comunidade Bahá'í no Irã, pelas autoridades policiais do ministério da informação. Invadiram as casas de 6 deles a 14 de Maio e prenderam-lhes sem constituírem acusação. Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm juntaram-se a Mahvash Sabet, a sétima membro do intitulado Amigos Bahá'ís do Irã (Yaran'i Bahá'í), que já se encontra presa desde 5 de Março deste ano.


O seu crime é única e exclusivamente serem bahá'ís, o que é considerado um crime de apostasia, conforme relata a CNN. O Departamento de Estado do EUA já se pronunciou sobre o tema, declarando que se trata de "uma clara violação dos compromissos e obrigações do regime iraniano no que respeita às normas de liberdade religiosa". o ministro de Relações Exteriores do Canadá afirmou "profunda preocupação" e Joseph K. Grieboski, um dos grandes relatores dos Direitos Humanos, lembra que:
A maior recolha e detenções dos líderes bahá'ís nacionais ocorreu no início dos 1980s. Em 1980, todos os 9 membros da liderança bahá'í foram raptados e então desapareceram. Os bahá'ís não têm clero oficial, e desde que suas Assembleias Espirituais foram banidas pela lei após a Revolução Iraniana de 1979, têm contado com a eleição de comités nacional e locais como líderes da fé.


O governo iraniano severamente restringe as vidas e práticas religiosas dos bahá'ís, que são cerca de 300.000 e são a mais ampla minoria religiosa do Irã. Os bahá'ís também sofrem mais discriminação oficial e assédio que os seguidores de qualquer outra fé minoritária. Os bahá'ís são impedidos de servir no governo e exército, e geralmente é-lhes negado a admissão a universidades estatuais.


Escusado será dizer que os bahá'ís de todo o mundo temem que seus irmãos em Fé sejam torturados ou mesmo executados como os oito líderes da Assembleia Nacional dos Bahá'ís do Irã executados em Dezembro de 1981, ou dos mais de 250 executados desde a Revolução Islâmica de 1979. Ou ainda que o número de presos aumente, tendo em conta os milhares de presos desde a Revolução, os 54 jovens presos no ano passado por trabalharem num projeto social com aval da UNICEF, ou que as perseguições piorem para as crianças que são maltratadas em escolas públicas, ou os bahá'ís que são amarrados em árvores para ser queimados com gasolina.



Fonte: http://www.fenixadeternum.blogspot.com/
(direitos humanos, ciência, cultura)


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

2 de mai. de 2008

PROJETO FAMÍLIA FORTALECIDA

AULAS DE VIRTUDES VALORES HUMANOS E ETICOS NA ESCOLA MUNICIPAL DONATA MONTEIRO DA MOTA EM GOIÂNIA DE MARÇO A DEZEMBRO DE 2006, COORDENAÇÃO GERAL CATARINA CAVALCANTE DE JESUS E APOIADORES.



Goiânia,07 de Fevereiro de 2006


Projeto Família Fortalecida

À Direção Geral e Coordenação da Escola Municipal Donata Monteiro da Motta.


A Comunidade Bahá’i de Goiânia, vem através desta trazer à Direção desta escola, aos alunos de 05 a 13 anos de idade , e também ao seus pais , a proposta deste Projeto de Ensino de Virtudes, Valores Éticos, Humanos e Morais, no intuito de trazer aos mesmos a conscientização da importância do desenvolvimento da nobreza do caráter humano ainda cedo, pois sabemos , é na infância e na adolescência que introduzimos em nossos filhos a semente do bem ou do mal, sendo através dos bons ensinamentos e de atos puros e nobres, que eles também se espelham através de nós, e de nossas atitudes para o resto de suas vidas. Somente o temor e o amor a Deus e o respeito as Suas Leis; é que os impedirão de entrarem por caminhos tortuosos que as facilidades do mundo os oferece.


É importante mencionar que as aulas bahá’is para crianças não são como ás aulas de doutrinamento nem proselitismo religioso,basicamente todas as tradições religiosas têm dois aspectos: um místico/espiritual, e um lado social. O lado místico/espiritual é aquele que trata de coisas como a e4xistência de Deus e os homens, a realidade da vida eterna, a recompensa pelas boas obras e o amor as tradições religiosas são convergentes: promovem as virtudes e condenam o erro, prescrevem o amor e proíbem o ódio. Todas elas ensinam que a maior Lei da religião é o amor, e que o mais importante mandamento de Deus é o amor ao próximo. As respostas diferem, mas a mensagem é a mesma em todas as religiões. São como variações sobre um mesmo tema, mas a essência é a mesma “DEUS”. Por isso a Comunidade Bahá’i, trabalha suas aulas de virtudes , valores éticos, humanos e morais sem causar polemicas ou confusões religiosa na mente dos alunos ou de seus pais; pois o nosso fundamento principal é educar e moldar o caráter humano, sabendo que todas as religiões devem ser respeitadas por todos.Sabemos todos nós que virtudes, valores éticos, humanos e morais são estritamente de cunho espiritual, latentes no homem desde que nasce; devendo ser trabalhados desde a infância; como o ourives que purifica e entalha o ouro bruto, tornando dele assim as mais caras e belas jóias.


Embora as crianças aprendam os princípios, os ensinamentos e as crenças básicas da Fé, e das Leis Divinas; enfatiza-se o aprender a pensar, refletir e desenvolver a habilidade de aplicar as leis espirituais á vida do indivíduo e da sociedade. Especialmente nos primeiros anos da sua infância, deve-se dar muita atenção ao desenvolvimento das qualidades espirituais e àquelas idéias, hábitos e comportamentos que constituem os atributos essenciais de um ser espiritual.


... A escola das crianças deve ser lugar da maior disciplina e ordem, a instrução deve ser completa, e medidas devem ser tomadas para a retificação e o refinamento do caráter; de modo que, nos primeiros anos, dentro da própria essência da criança, seja assentado o alicerce divino e erguida á estrutura da santidade
.

Ao evitar-mos o doutrinamento ou o catequismo não devemos, no entanto levarmos à lassidez na instrução religiosa. Ao cortarem as aulas de Ensino Religioso nas escolas por motivos de discórdias e divergências entre as diversas doutrinas e religiões; nossas crianças passaram à adquirir suas próprias convicções e padrões de vida, espelhados principalmente pelos programas de televisão/ supostamente através da livre escolha- a partir de suas interações em sociedade, contribuíram grandemente para o estado atual de desintegração moral da qual vivemos principalmente nos últimos 20 anos.Os proponentes da anulação das aulas de ensino religioso nas escolas aparentemente desconsideram o fato de que existem interesses políticos, econômicos e culturais na sociedade que promovem agressivamente certos padrões de comportamento. Mas, mesmo que não fosse assim, não haveria motivos para supor que uma nova geração de crianças pode criar um mundo melhor sem uma educação fundamentalmente espiritual. A humanidade, deixada ao seu próprio entendimento, sem guia divina, nada mais produziu senão o caos, a injustiça e o sofrimento.


As aulas são realizadas através de trabalhos como Orações na abertura das aulas; abertas a orações de todas as religiões a gosto e escolha dos alunos, leituras, Histórias, artes, músicas, teatro, pinturas, desenhos, cartazes etc.Onde depois será feita a exposição dos mesmos para os pais e a comunidade em geral. As aulas serão realizadas aos sábados das 15:00 às 16:30 h, nas dependências da escola.


Estamos encaminhando esta proposta também aos pais dos alunos que se interessar em participar deste trabalho juntamente com seus filhos, paralelamente estaremos dando cursos de aprimoramento e crescimento pessoal e moral e espiritual, no mesmo horário de suas aulas, para que assim eles possam conhecer melhor como educar seus filhos, para um futuro promissor em uma época como a nossa, em que o desamor pela vida manifesta-se em tantas e tão perversas formas como a violência, as drogas, a intolerância, o racismo, a promiscuidade e a guerra, parece mesmo essencial que as crianças e jovens sejam educados nos valores espirituais e éticos.

Estaremos à espera de uma resposta desta querida Direção com relação a nossa proposta para essa escola, marcando a seu critério uma reunião para a apresentação deste trabalho aos coordenadores, professores e pais dos alunos, para uma decisão quanto ao início do ”PROJETO FAMÍLA FORTALECIDA”. Nossa Comunidade faz esse trabalho com crianças em escolas do mundo inteiro, para que possa assim aconteçer uma transformação de conciência entre os homens, e a sociedade humana.

Catarina Cavalcante de Jesus
Comunidade Bahá’i de Goiânia- Go
Rua C 234, qd 576 S/N. Bairro Nova Suíça. Fone: 32531240/ 84474270






Proposta apresentada para a direção da escola Municipal Donata monteiro da Mota e para os pais dos alunos





Alunos do projeto




Autorização da Secretaria municipal de Educação,Sra. Márcia Carvalho, para que o projeto seja realizado na escola.



Certificado oferecido aos alunos participantes do projeto Família Fortalecida, apoiado pela Comunidade Bahá'í de Goiânia na escola.


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

CAMPANHA DE GENEROSIDADE PELOS SOBREVIVENTES DA ÁSIA DE 28/12/04 À 13/02/05




''A Terra é um só país e todos os seres humanos seus cidadãos''-Bahá'u'LLáh-


As ondas dos Tsunnamis

Ao saber pelos noticiários sobre a tragédia pelos tsunnamis na Ásia, depois de ver aquele bebê de apenas 02 meses sobreviver sobre um colchão flutuante em meio à tamanha tragédia; senti-me como se estivesse ali e o que faria naquela hora. Me lembrei de minhas 02 netinhas de 02 aninhos; me senti na responsabilidade de fazer alguma coisa para ajudar aqueles sobreviventes que não tinha mais nenhuma perspectiva de vida.

Empunhei então a luta para ir atrás de conseguir donativos para enviar até à Ásia.Enviei cerca de 70 msgens para amigos, família e desconhecidos na certeza de que conseguiria arrecadar 01 carreta lotada de donativos para os nossos irmãos da Ásia; consegui divulgar através da imprensa também e em 05 dias eu já havia conseguido arrecadar 15 toneladas de: roupas em geral, calçados, alimentos não perecíveis, medicamentos, água mineral, barracas, lonas, brinquedos e tudo o mais necessário para o recomeço de uma nova vida.

A principal mensagem dessa campanha foram as Sagradas Palavras de Bahá'u'LLáh:
''A Terra é um só país e todos os seres humanos seus cidadãos''. Seguida de mais 03 mensagens de incentivo as pessoas para participarem da Campanha Civil de Generosidade pelos Sobreviventes da Ásia. O trabalho teve duração do dia 28/12/04 a 11/02/05, foram arrecadadas cerca de 200 toneladas de donativos em Goiânia e todo o Estado de Goiás; com a participação de toda a Sociedade civil, Defesa Civil de Goiânia, Corpo de Bombeiros, Imprensas de jornais e televisão, todos os seguimentos religiosos, entidades filantrópicas e particulares, Empresas em geral, num total de 49 Entidades de Classe Geral ligadas a esse trabalho Humanitário pelos Sobreviventes da Ásia. Foram todos no total entre pessoas civis e entidades gerais abertos 149 postos de recolhimento de donativos.

As doações foram enviadas para a Cruz Vermelha /Rio de Janeiro/Ásia; entre os dias 19/01/05 e 11/02/05. Após receber documento para que não enviássemos mais donativos exceto: arroz, açúcar, bolachas, farinha de trigo, óleo, sardinha em lata e leite em pó, devido às dificuldades de transporte para a Ásia, devido ao grande volume de doações, pois segundo o Sr. Secretário do Cônsul do Siry Lanka, o Brasil doou 10 vezes a mais que o esperado mesmo sendo um país pobre.

Por esse motivo ficou então um remanescente de 5.5 toneladas de vários tipos de doações, as quais foram distribuídas para 43 Instituições, Associações e Famílias carentes de Goiânia e do interior de Goiás (orfanatos, abrigo de idosos, creches, casa de mãe sem lar, casa de crianças excepcionais, agência prisional de Goiânia, Defesa Civil de Goiânia, famílias carentes que foram desabrigadas e ficaram sem teto e vários outros setores sociais), todas doações devidamente documentadas com recibos.

Todas as pessoas que vinham no galpão de recolhimento entregar suas doações, diziam não saberem como aquele trabalho poderia ter tomado tamanha proporção e envolvido tantas pessoas daquela forma e acreditavam haver uma força sobrenatural por trás de tudo aquilo,pois quando chegavam lá começavam a chorar e se arrepiavam toda ao verem tudo de perto.Um quadro escrito com letras douradas foi exposto durante todo o trabalho da campanha no galpão de trabalho eram estas as Palavras:


”A TERRA É UM SÓ PAÍS, ETODOS OS SERES HUMANOS SEUS CIDADÃOS”.


”SER BAHÁ’I SIGNIFICA SIMPLESMENTE TER AMOR A TODOS; AMAR A HUMANIDADE E ESFORÇAR-SE POR SERVÍ-LA, TRABALHAR PELA PAZ E A FRATERNIDADE UNIVERSAIS”.-Bahá’u’lláh-


Durante todo o trabalho da campanha muitas pessoas ficaram conhecendo sobre a Fé Bahá’i, foram enviandas cartas de agradecimento para as pessoas, empresas, e todos os setores de entidades que participaram de perto desse trabalho, início a carta com textos Sagrados de Bahá’u’LLáh e de Ábdu’l-Bahá , faço meus agradecimentos e juntamente com essa carta envio folhetos de orações e sobre o que é a Fé Bahá’i. Em um total geral serão enviadas quase 300 cartas.


Diante de todo esse trabalho pude aprender melhor o que é:

”SOMOS TODOS FLÔRES DE UM MESMO JARDIM”

Tenho fitas de vídeo, fotos, e recortes de jornais sobre a cobertura completa desse trabalho.

Cordiais saudações


Catarina Cavalcante de Jesus
Coordenadora Geral da Campanha de Generosidade pelo Sobreviventes da Ásia
Goiânia/Goiás
(18/8/2005)




Matérias e documentos em vários jornais de Goiânia




























CAMPANHA DA ÁGUA FEITA PELO JOVEM GABRIEL E MORADORES DO PARQUE DAS LARANJEIRAS E ENTREGUE PARA A CAMPANHA DE GENEROSIDADE PELOS SOBREVIVENTES DA ÁSIA

















lISTA DE INSTITUIÇÕES QUE FORAM BENEFICIADAS COM O REMANESCENTE DE 06 TONELADAS PROVINDAS DA CAMPANHA DE GENEROSIDADE PELOS SOBREVIVENTES DA ÁSIA 2






"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

ALMOÇO BENEFICENTE PARA CRIANÇAS CARENTES EM 1997


Crianças e pais participam do almoço


Almoço e sobremesa para as crianças

"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

Projeto de Virtudes e Valores Humanos aplicado em Escola Estadual Rural de Nova Betânia DF, em 2004 para 45 alunos de 10 à 18 anos

Projeto de Virtudes e Valores Humanos aplicado em Escola Estadual Rural de Nova Betânia DF, em 2004 para 45 alunos com desvios de comportamentos e usuários de drogas. Projeto voluntário apoiado pela Comunidade Bahá'í de Brasília, reunindo cerca de 20 voluntários para desenvolver o trabalho.





Proposta apresentada para a direção da Escola Rural de Nova Betânia e para os pais dos alunos.


Abertura Oficial do Projeto de Virtudes e Valores Humanos na Escola Estadual Rural de Nova Betânia


Crahás de identifição


Catarina e voluntários do projeto.




Plano de Aulas de alfabetização e de reforço para adultos e crianças


Tarefa realizada por aluno de alfabetização Sr. Nonato, 39 anos, após este incentivo ele e sua esposa se matricularam e hoje estão cursando o 3º e 0 4º ano primário.


Alunos de aula de alfabetização e de reforço escolar



Plano de Aula Bahá'í para Crianças de 04 à 10 anos em Nova Betânia
(Virtudes e Valores Humanos)


Trabalhos e tarefas de alunos das Aulas de Virtudes e valores Humanos para crianças na Chácara Vale da Unidade em Nova Betânia DF.



Trabalhos e tarefas de alunos das Aulas de Virtudes e valores Humanos para crianças na Chácara Vale da Unidade em Nova Betânia DF.



Trabalhos e tarefas de alunos das Aulas de Virtudes e valores Humanos para crianças na Chácara Vale da Unidade em Nova Betânia DF.


Alunos e voluntários do Projeto de Virtudes e Valores Humanos


Exposição de trabalhos dos alunos e voluntários do Projeto de Virtudes e Valores Humanos



Certificado de participação no projeto.

"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

22 de abr. de 2008

Thomas é um anjo de bahá!


Thomas Breakwell Walker(12anos)
Primogenito do casal Robert e Glória Delfim Walker



Sei que está rondando por aqui,
Um charmoso querubim,
Ele traz uma mensagem assim,
Ele traz uma mensagem assim,
Que hoje é um dia especial.
Bahá’u’lláh levou pro seu jardim,
Um lindo botão de flor que esteve aqui,

Thomas é um anjo de bahá,
Lindo anjo já está lá,
Thomas foi morar em Abáh,
E devemos nos lembrar,
Das promessas feitas por Bahá’u’lláh’
Ele não é homem pra que minta,
Ele não é homem pra que minta,
Que nos reunirá para o paraíso aproveitar,
Ferefhte, ferefhte!
"Yá Bahá´ul´Abhá"



Homenagem ao pequeno e grande Thomas Breakwell Walker, com adaptação da letra de música feita pela nossa amiga bahá'í Bia, de Niterói, em homenagem à jovem TJALA PITANGA MONADJEMI, falecida aos 21 anos, em 09/12/2001, cujo nome foi dado ao salão principal da Sede Bahá'í de Niterói, como homenagem.


Por: Catarina

"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-

PLENÁRIO - Bicentenário de Bahá'u'lláh - 29/11/2017 - 09:00

"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos" -Bahá'u'lláh-