16 de ago de 2010

Dúvida quanto a sentença de prisão de bahá’ís no Irã

Dúvida quanto a sentença de prisão de bahá’ís no Irã


Lideranças bahá’ís são condenadas a 20 anos de prisão no Irã sem provas concretas



Após dois anos de prisão “temporária”, sete membros da Comunidade Bahá'í do Irã foram condenados a 20 anos de prisão. Os cinco homens e as duas mulheres formavam a liderança bahá’í responsável por atender as necessidades espirituais da maior minoria religiosa do país. Essas sete pessoas, hoje presas na prisão de Evin (Teerã), são a Sra. Fariba Kamalabadi, Sr. Jamaloddin Khanjani, Sr. Afif Naeimi, Sr. Saeid Rezaie, Sra. Mahvash Sabet, Sr. Behrouz Tavakkoli, e Sr. Vahid Tizfahm. Seis deles foram presos em 14/04/08 em suas casas em Teerã. A Sra. Sabet foi presa em 5/03/08 em Mashhad.

Diversos países como Canadá, Alemanha, França, Austrália, a União Européia e organizações internacionais de direitos humanos, como a HRW e a Anistia Internacional, já se manifestaram contra a condenação dos sete bahá'ís. A Comunidade Bahá’í do Brasil também se manifestou preparando dois abaixo-assinados com cartas a serem enviadas para o Presidente Lula, Ministro Celso Amorim e Presidente Ahmadinejad, solicitando a imediata libertação dos réus.

Os sete foram presos sem provas concretas e sem acesso a seus advogados (dentre estes a Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, impedida de entrar no Irã desde junho de 2009), que estiveram com eles por menos de uma hora durante todo o tempo em que se encontram presos e só foram informados das acusações oito meses depois da prisão. A justiça iraniana os acusa de ameaça à segurança nacional, propaganda contra a República Islâmica do Irã, espionagem para outros países, entre outras acusações.

As seis seções do julgamento realizadas entre janeiro e agosto de 2010 foram realizadas a portas fechadas, mas foi permitida a entrada de equipes de cinegrafistas e funcionários do Ministério da Inteligência. Somente a partir da quarta seção a entrada de familiares foi permitida, porém foram negadas diversas solicitações de missões diplomáticas no Irã para observar os procedimentos. O juiz somente permitiu a entrada de jornalistas certificados pelo governo.

A prisão dos sete ocorreu em total desconformidade com as leis iranianas, evidenciando o real motivo das prisões destes e de muitos outros bahá’ís: a perseguição religiosa. A comunidade bahá’í iraniana sofre uma perseguição sistemática e discriminatória pela República Islâmica do Irã, incluindo a proibição à educação e empregos públicos, invasão de domicílios, prisões arbitrárias, profanação de cemitérios, e outros. É de conhecimento da comunidade internacional que a prisão e condenação destes sete bahá'ís é uma forma de intimidação aos 300 mil bahá'ís iranianos.


Para mais informações, acompanhe o blog da SASG: http://sasg.bahai.org.br/
Postado por Assessoria de Comunicação às 13:51


"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"-Bahá'u'lláh-

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