21 de fev de 2010

Criança de 06 anos, participa e assina documentos em Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Sete bahá'ís presos no Irã




Isabel, estudante de 06 anos, participa e assina documentos em Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Sete bahá'ís presos no Irã em 2008. O evento aconteceu no dia 04 de fevereiro de 2010, no auditório da assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial, coordenado pelo Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia.


Abaixo segue uma pequena história desta criança

I.C.N na época com 04 anos, em 2007, já era conhecedora da História da perseguição dos Bahá'ís no Irã, quando observava atentamente sua avó ler um livro intitulado de, Quando o Coração Grita, William Sears.

Ao ver sua avó chorar todos os dias ao ler este livro, a pequena muito pensativa a questionou:

-Vovó, porque voce chora desse jeito todo dia quando lê esse livro?

Sua avó então lhe contou sobre a História dos Bahá'ís no Irã , lhe mostrando as ilustrações do livro e lhe contando as partes mais marcantes do sofrimento dos bahá'ís no Irã.

Desde então todos os dias ao ver sua avó ler o livro, ela corria para ouvir a História e ver as ilustrações.

Quando um dia I.C.N. viu sua mãe que estava doente e chorando por causa de problemas familiares ela lhe disse:

-Mamãe! Não chora não mamãe! Olha! A senhora sabe que lá no Irã os Bahá'ís sofre até? Eles bate nos baha´'ís mamãe, queima eles, os homens maus bate na sola do pé deles até sair sangue. As criancinhas não pode estudar, e eles mataram o pai de um menininho e uma menininha e deixou eles sem pai. Não precisa chorar a senhora vai ficar boa tá?

Passado um bom tempo, a avó de I.C.N, voltou para visitar a casa da filha e da neta levando uma sacola com roupas e pertences para passar alguns dias por lá. Quando colocou a sacola em cima do sofá, a pequena garota percebeu que o livro "Quando Grita o Coração", estava junto com os pertences de sua avó, então atônita ela diz para sua mãe:

-Alí mamãe! O livro que eu falei prá senhora, da História dos Baha´'ís no Irã, que a vovó tava lendo!

Ela sempre acompanha atentamente com sua avó os fatos que acontecem com os bahá'ís no Irã. No dia do ato público, à caminho para o local onde seria realizado o ato de solidariedade pela vida dos sete bahá'ís presos no Irã, I.C. N novamente perguntou:

-Vovó, até hoje os bahá'ís vão presos e sofrem da mesma forma que os bahá'ís daquele livro que a senhora leu?

Sua avó respondeu para ela que sim , que os bahá'ís desde a fundação da Fé sempre sofreram e sofrem ainda, amargas perseguições, porque são bahá'ís.

Categoria: Sem fins lucrativos/ativismo



"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-


7 de fev de 2010

Manifestações de paz pelo Brasil em solidariedade aos bahá’ís no Irã

As manifestações pacíficas em São Paulo, Brasília e Goiânia, no dia 4 de fevereiro, reuniu centenas de pessoas para chamar a atenção das autoridades brasileiras à situação das lideranças bahá’ís presas no Irã. Os movimentos foram uma iniciativa da URI (United Religions Initiative) e teve a participação de autoridades políticas, representantes das diversas religiões e entidades ligadas aos direitos humanos. Também sensibilizados, o Grupo de Diálogo Inter-Religioso (G.D.I) enviou carta ao Presidente do Brasil e ao Ministro das Relações Exteriores pedindo providências para o caso.

São Paulo

A manifestação na UMAPAZ reuniu mais de 200 pessoas em protesto às injustiças cometidas no Irã contra a comunidade bahá'í. Flavio Rassekh, representante da comunidade bahá’í em São Paulo, abriu o evento saudando aos convidados e chamando-os à mesa para explicar o simbolismo da árvore de Laranjeira do Bab, contar brevemente a história do martírio e destruição da sua casa pelas forças do Governo Iraniano no século XIX. A semente que deu origem à árvore no Brasil foi trazida em 2008 da laranjeira plantada no quintal do Bab em Shiraz, no Irã.

Estavam presentes o Secretário do Meio Ambiente de São Paulo Eduardo Jorge, o ex-Ministro Luiz Gushiken, Reverendo Elias da United Religions Initiative, Deputado Walter Feldman (PSDB), Lia Bergman da Bnai Brith, Lia Diskin da Palas Athena e Eduardo Piva do Instituto Edson Neri. Os convidados defenderam não só as sete lideranças presas no Irã, mas toda a comunidade bahá'í daquele país, e exigiram que o governo brasileiro tomasse posição quanto às violações de direitos humanos e que também pedisse o acesso de observadores internacionais para acompanhar os julgamentos.

O Reverendo Elias defendeu a união de todas as religiões e o fim da violência por motivação religiosa, todos levantaram de mãos dadas para fazer um minuto de silêncio em honra aos amigos bahá'ís. Após as apresentações e discursos, o Xamã Cyro Leão foi convidado a soar o seu tambor enquanto os líderes religiosos e políticos caminhavam em direção do jardim do Lotus, onde está a laranjeira do Bab, acompanhados das 200 pessoas em silêncio e reverência. Um bahá’í membro da comunidade de Mogi Guaçu foi convidado a fazer uma oração ao lado da árvore.

Para registrar o momento junto aos líderes religiosos e políticos, o Secretário Eduardo Jorge foi fotografado ao lado da árvore segurando o banner com a foto dos bahá’ís presos.

Brasília

Em Brasília o apelo para que o governo brasileiro interceda foi feito por meio de uma carta endereçada ao Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. A carta foi entregue à Ministra Gláucia Gaush no Itamaraty pelo coordenador da URI em Brasília, Elianildo da Silva Nascimento, Everardo de Aguiar Lopes da Comissão de Direitos Humanos do Conic, e Iberê Lopes do Conselho Nacional da Umbanda no Brasil. Em seguida teve início a vigília de oração com todos em círculo.



Estavam presentes representantes das religiões budista,

cristã, judaica, hindu, islâmica, das tradições indígenas e religiões de matriz africana, além de entidades ligadas aos

direitos humanos, membros da sociedade civil e assessores de parlamentares. Cada representante de uma religião fez uma oração e manifestou preocupação com os bahá’ís presos no Irã e a situação de desrespeito aos direitos humanos no país, principalmente no que tange à liberdade de fé religiosa.

Para o assessor da senadora Fátima Cleide, Ronald Pinto, há uma preocupação profunda para que os direitos humanos sejam respeitados em todo o mundo: “Independente da origem das religiões, conforme quer hoje discutir o regime iraniano, é importante que todos tenham condições de professar aquilo em que acreditam”, afirma.

Franciso Aires, representante do Fórum de Líderes Religiosos do Distrito Federal e Entorno (FOAFRO), menciona a liberdade religiosa como a identidade espiritual das pessoas, que tem que ser garantida. Ao final das orações, Iradj Eghrari, representante da Comunidade Bahá’í no Brasil, lembrou que não há intolerância nos princípios da Fé Islâmica, mas na forma como as autoridades iranianas se utilizam de uma interpretação equivocada da religião como instrumento de opressão.



Goiânia

Em Goiânia foi realizado o Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Bahá’ís Presos no Irã, coordenado pelo Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia sob a iniciativa do assessor José Eduardo Silva, da Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial (ASPPIR), onde foi realizado o evento. O assessor falou da importância da caminhada em prol da defesa dos direitos humanos e deste ato de humanidade em favor dos bahá’ís no Irã. A representante da Comunidade Bahá’í em Goiânia, Catarina Cavalcante de Jesus, acrescentou ao discurso a consciência dos direitos humanos sob os princípios da Fé Bahá’í.

Na ocasião a Dra. Gildeneide dos Passos Freire, da Comissão de Direitos Humanos da OAB/GO, discursou em favor dos bahá’ís e preparou uma carta oficial de repúdio a essas prisões, em que solicita a liberdade dos presos. A carta será entregue ao Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiás, Dr. Alexandre Prudente Marques, para que seja condizida ao presidente Lula e para que este a entregue ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. A carta também foi assinada por representantes de várias instituições ligadas aos direitos humanos em Goiânia e no estado de Goiás.


A reunião encerrou-se com a palavra de Genivalda Cravo, representante da URI Nacional e membro fundadora da URI de Goiás, que lembrou o fato das religiões de matrizes africanas no Brasil também serem discriminados em nosso país. Participaram da coordenação e apoiaram também a iniciativa, entidades ligadas aos direitos humanos, representantes religiosos e membros da sociedade civil goiana.

Uma lista de assinaturas de instituições e pessoas da sociedade civil em defesa dos bahá’ís presos no Irã será anexada aos documentos que serão enviados para a Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia, para o Parlamento Mundial da Paz e outros órgãos de direitos humanos.



Fonte desta matéria:
Assessoria de Comunicação da Secretaria de Ações com a Sociedade e o Governo da Comunidade Bahá'í de Goiânia.
http://secext.bahai.org.br/




"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-


5 de fev de 2010

Carta de Repúdio das Instituições abaixo listadas à perseguição, sob todas as formas, aos Baháís do Irã

Dra.Gildeneide dos Passos Freire/Conselheira do Parlamento Mundial da Paz e Dr. Alexandre Prudente Marques /Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados de Goiânia-Goiás


Os conceitos de imagem e representação de um povo perpassa os signos que fazem parte de sua cultura. Estão assim incluídas as suas obras de arte nas suas várias espécies: monumentos, expressões artísticas, as danças, pinturas, esculturas, música, manifestação da religião, dentre outros. São através delas que a pessoa humana pode demonstrar ao mundo e ao seu país que possui uma identidade própria cultural e que essa identidade significa acesso ao sentimento de pertença ao meio em que está inserida.

Estudar a imagem e a sua representação consiste, então, em (re)buscar o passado e o presente para o futuro da humanidade. Implica, outrossim, em resguardar a História dessa humanidade e o momento político-social de sua vivencia por meio das representações e significações - estes são os seus significados.
Os monumentos e documentos são as próprias expressões das ações de um povo, ou de um grupo social, de uma raça e de uma nação, bem como o congelamento de suas abstrações e as artes, em suas várias modalidades, servem para petrificar os seus pensamentos e as suas vontades.

Quer dizer, todo o conceito de imagem e de representação perpassa a cultura da pessoa humana, pois será mediante os significantes - imagens e palavras - que o individuo, dentro da cultura em que está inserido, vai decidir a sua contribuição/atribuição no mundo.

Fiz uma resenha do capítulo 6 da obra Los Derechos humanos: um proyecto en construción de autorias de GOÑI, José Antonio Baigorri; PÉREZ, Muis Maria Cifuentes; CAMPOS, Pedro Ortega; MARTIN, Jesús Pichel; GARCIA, Víctor Trapiello para chegar à seguinte conclusão: o tema trata da tolerância fazendo abordagens sob vários aspectos. Assim, a tolerância como valor moral, diferenciando inclusive o uso do vocábulo tolerar algo ou alguém, que refere-se ao fato de tolerar algo ou alguém por tratar-se de inexistência de oposição, ou seja, se tolera algo ou alguém porque não há outra saída, como se fosse inevitável, teríamos que tolerar pessoas que pensam e agem de forma diferente, e, neste caso, a tolerância não pode ser vista como uma virtude, pois não se respeita as diferenças.

Para ser virtude e se converter em algo positivo é necessário se aceitar as diferenças culturais, de opinião, crenças, e formas de vida diferentes daquelas que temos ou praticamos, pois quando se trata de ações morais, políticas e culturais, não existe uma única e definitiva verdade. Deve-se ter aceitação consciente e positiva das diferenças que permeiam as ações das várias culturas, morais e políticas humanas, para somente assim a tolerância ser uma virtude.

Como virtude política, a tolerância deve ser alvo de constantes estudos, principalmente porque se trata de virtude moral reconhecida e explicita nas Declarações Universais dos Direito Humanos. Nos últimos anos muito se tem escrito a respeito da tolerância, principalmente no aspecto político uma vez que as sociedades democráticas de direito, ou que assinaram a Convenção de Direitos Humanos buscam, exigem e mantêm seus sistemas de convivência graças à aceitação consciente das diferenças culturais que permeiam sua realidade social.

Assim a preocupação é constante porque somente a prática da tolerância pode garantir a continuidade da vida, da saúde, do bem estar, do amor fraternal, da paz social, da solidariedade, dentre outras.

Mas a tolerância apesar de ser reconhecida como valor moral/universal e virtude extremamente necessária à ordem pública, Para se definir claramente o que é a tolerância, seus limites e como por em prática na vida cotidiana e especialmente no Irã em favor dos cidadãos Bahá’ís que vivem naquele país faz-se necessário compreender seu alcance e profundidade.

A respeito da evolução histórica da tolerância há de se enxergar que a humanidade sempre viveu fases diferentes de sua realidade histórica muitas vezes marcadas por guerras, derramamentos de sangue, dor, vergonha, abjeção, humilhação repúdios e tudo isso porque alguns seres humanos se acham melhores que outros, além de detentores da vida, saúde e liberdade de seu semelhante.

Muito há para se fazer a respeito do tema tolerância e é certo que sobre seus limites há várias opiniões diferentes. Mas a verdade é que na atualidade o ponto de partida para o estudo e definição sobre as questões dos limites da tolerância é a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que serve como referência para a decisão sobre uma conduta ser ou não aceita pela sociedade humana e humanitária. Foi com o fim da 2ª Grande Guerra que se descobriu que o genocídio contra judeus, ciganos, negros, homossexuais e diferentes de uma forma geral havia se instalado no governo do ditador Hitler.

Neste caso repudia-se toda e qualquer espécie de perseguição ao povo Bahá’í, no Irã ou em qualquer lugar do mundo, pois possuem o direito de pertencer ao seu povo e à nação na qual nasceu ou queira se integrar, pois além de tudo, é um (a) cidadão (ã) do mundo, detentor de todos os direitos e garantias à sua vida, saúde, liberdade, propriedade, expressão artística e intelectual, dentre outras.
Chega de perseguição, de toda a espécie, ao ser humano que se declare Bahá’í. A paz entre os seres é possível na medida em que uns sejam tolerantes com os outros e isso pressupõe respeito ao outro e as diferenças que o cerca.

Dra.Gildeneide dos Passos Freire
Conselheira do Parlamento Mundial de Segurança e Paz
Membro da Comissão de Direitos Humanos

Missionária CONAMAD - 1994. Membro do Fórum Goiano de Mulheres - AMB - 2005. Membro da Comissão de Direitos Humanos, Acesso a Justiça e Direitos Sociais da OAB - 2007. Advogada Honorária da República Dominicana - 2006. Pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Estudos África-Américas da UEG - 2006. Pesquisadora do Centro de Excelência do Sistema Prisional, CESEPE - GIPEPE, Secretaria de Segurança Pública - GO. Professora de Direitos Humanos, Constitucional e Administrativo da PM; CBM; GEPC e CESEP da SAESP-GO - 2001. Profa. da Guarda Municipal/Fundação Tiradentes. Doutoranda, Suficiente Investigadora em Direito Internacional Público e Relações Internacionais, Universidade Pública de Extremadura, ES - 2002. Alta Comissária de Direitos Humanos do Parlamento Mundial de Seguranca e Paz - 2008. Professora de Direitos Humanos e Juiza Arbitral do Tribunal de Justiça Arbitral do Mercosul - 2008. Membro do Grupo de Mulheres Negras Malunga - 2008.

Assinam esta carta conjuntamente:


-Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia
-Comitê Gestor de Direitos Humanos
-Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial da Prefeitura de Goiânia
- (APNs) Agentes de Pastoral Negros
-CENEG Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás
-Coordenação Nacional de Entidades Negras
-CACUNE Casa de Cultura e comunidades Negras de Goiânia e Góias
-Ordem dos Advogados do Brasil em Goiânia
-Fórum Goiano de Mulheres
-Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia
- URI-GOIÁS Iniciativa das Religiões Unidas
- CONAMAD-FAMA Assessoria de Comunicação das Mulheres Evangélicas da (Assembléia de Deus)
-Representação do Conselho do Parlamento Mundial da Paz
- Grupo de Mulheres Negras Malunga
- Maçonaria Grande Oriente de Goiás
-Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo
-Secretaria Municipal de Esporte e Lazer
-CONEN – Coordenação de Entidades Negras
-UNIPAZ-Goiás
-CANBENAS Coletivo de Estudantes Negras/os Beatriz Nascimento
-Nação Maria Retalho
-CONEN Coordenação Nacional de Entidades Negras
CEEDH-GO Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás
-Secretaria de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores
-Associação de Mulheres Deficientes Surdas e Mudas do Estado de Goiás
-IFÁ Instituto de Pesquisa Herdeiros de IFÁ
-AJAH Associação de Jovens e Adolescentes pela Habitação
-Grupo de Mulheres Negras Dandara do Cerrado
-Associação Pró- melhoramento do Setor Estrela Dalva em Goiânia

Uma lista anexa de assinaturas de instituições e pessoas da sociedade civil em defesa dos bahá’ís presos no Irã será anexada aos documentos que serão enviados para a Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia, para o Parlamento Mundial da Paz, outros órgãos de Direitos Humanos.


A Carta de Repúdio à perseguição, sob todas as formas, aos Baháís do Irã, foi impressa para ser distribuída em outros seguimentos e reuniões da Prefeitura de Goiânia.




"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-


Em Goiânia: Relatório do Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Bahá’ís Presos no Irã






Aconteceu no dia 04 de fevereiro de 2010 no Auditório da Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial ASPPIR no prédio do PROCON Municipal de Goiânia, um Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Bahá’ís Presos no Irã, coordenado pelo Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia. O ato foi coordenado pelo grupo após o assessor da ASPPIR Sr. José Eduardo da Silva ter tido conhecimento na última terça-feira dia 02/02, sobre a questão do julgamento dos sete bahá’ís presos no Irã através da Sra. Catarina Cavalcante de Jesus, representante da Secretaria de Ações com a Sociedade e do Governo da Comunidade Bahá’í do Brasil em Goiânia e faz parte do GT da Paz Municipal.

Ela lhe contou sobre as duas ações que aconteceriam em São Paulo e Brasília simultaneamente, e ele propôs que fossem e cinco pessoas para Brasília em solidariedade aos bahais do Irã. Catarina lhe propôs que ele ficasse a vontade para fazer esta mesma ação em Goiânia, José Eduardo que há muito tempo é amigo dos bahá’ís da comunidade de Goiânia muito emocionado e consternado pela situação dos bahais no Irã prontamente tomou a iniciativa de coordenar em parceria com todas as instituições ligadas a Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial, sendo que a coordenação seria feita pelos membros do GT da Paz, assim foi uma corrida sem tréguas para que tudo acontecesse a tempo em menos de dois dias. Imaginem as estratégias usadas para conseguir envolver todas as instituições e pessoas citadas abaixo no evento.

A história da prisão e do julgamento dos bahá’ís no Irã comoveu a todos que na grande maioria nunca tinham ouvido falar da Fé e nem da perseguição as bahá’ís. Durante os dias da organização do evento, muitas pessoas comovidas pelo caso diziam que se arrepiavam todas ao negociarem a organização do evento por via telefone ou e-mails, por estarem envolvidos em uma ação de amor ao próximo por tamanha barbárie e atrocidades existentes nos dias atuais. Só víamos pessoas de credos diferentes, sentados ao computados, ou ao telefone convidando pessoas e instituições e preparando uma riqueza de documentos para ajudar na libertação dos sete bahá’ís presos condenados ao julgamento no próximo dia 07 de fevereiro. Uma carta oficial e convite com a foto destes bahá’ís começou a circular via e-mail para centenas de pessoas, em Goiânia, Goiás, Brasil e internacionalmente, segundo o depoimento de uma representante de uma instituição Maria Retalho apoiadora do evento, disse que o Sacerdote da Religião Tradicional africana de IFÁ Sr. Awofa Ifakemi enviou em seus sites, a carta e o convite em sua lista de contatos a nível internacional.

A coordenação do GT da Paz pediu que eu preparasse um ambiente dentro dos princípios bahá’ís, com símbolos, livros e folhetos e com um momento especial de espiritualidade segundo a tradição da Fé, para que as pessoas que não conheciam fé e o caso da perseguição aos bahá’ís, pudessem conhecer melhor sobre o assunto e se familiarizarem com a ação e para que a mesma tivesse um efeito positivo na libertação e na vida dos bahá’ís presos.

Assim preparei a mesa central, com um forro florido, um jarro iraniano feito de pedrarias, uma vela perfumada acesa, cercada de flores diversas representando a diversidade humana, incenso, sete rosas vermelhas foram colocadas no jarro representando cada um daqueles sete bahá’ís. Livros sobre a “Questão Bahá’í A Humanidade Ferida do Deputado Paulo Delgado. Vários quadros com simbolismos dos princípios bahá’ís foram,expostos no ambiente, para que as pessoas pudessem defender uma causa que conhecessem e soubessem porquê os bahá’ís estavam presos.Injustamente! Desde o momento da preparação do ambiente pessoas ligadas a outras atividades da prefeitura se dispuseram a organizar o auditório e questionava o tempo todo o porquê destes bahá’ís estarem presos e ficavam indignados com esta atitude, pois os mandamento da Bíblia diz: “Amai-vos uns aos outros”. Preparei três músicas das invocações sagradas em língua persa que foram tocadas em vários momentos, desde antes de começar o evento, para que o ambiente ficasse com um clima sagrado, as músicas foram, Alahoma, Yá Bahá'u'l-Abhá, Yá Bahá'u'lláh.

Iniciamos a reunião com boas vindas pela coordenação do GT da Paz, Srta. Joelma Cristina Gomes, Chefe de Gabinete e do Assessor da ASPPIR Sr. José Eduardo falou da importância da caminhada em prol da defesa dos Direitos Humanos e deste ato de humanidade em favor dos bahá’ís do Irã.

A palavra foi passada para Sra. Catarina Cavalcante de Jesus e Dona Zia Pehzeskzad que falaram sobre a Fe Baha’i que para a humanidade uma nova consciência sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres; busca pela verdade; eliminação de todas as formas de preconceitos; investigação independente da Verdade; resolução espiritual dos problemas econômicos; Bahá’u’lláh (Glória de Deus), bahá’ís (seguidores da Gloria); fez uma entoação sagrada com cântico Yá Bahá'u'l-Abhá, logo após apresentou dona Zia que veio do Irã para Brasil – Goiás- Goiânia, falou sobre o mundo como uma família, pois somos filhos do mesmo Deus; falou da necessidade do não preconceito, trabalhar pela paz mundial, falta amor no mundo, primavera de mundo alcançamos a paz quando damos valor a mulher, nosso futuro através de mãe inteligente e mais paz no mundo.

Dr. Alexandre Prudente Marques, Presidente da Comissão de Direitos Humanos OAB-Goias, disse ainda temos países que a protesto de questões religiosas ainda se pratica perseguições desumanas e que em outros países e mesmo no Brasília há perseguições e discriminações diversas a grupos minoritários, muito emocionado, ele disse conhecer o caso dos bahá’ís dom Irã através de um processo que está na Comissão de direito humanos da OAB de Goiânia, que o processo tramita na comissão e foi à defesa dos bahá’ís foi aprovado por unanimidade dentro da comissão.

Dra. Gildeneide dos Passos Freire, Conselheira do Parlamento Mundial da Paz, membro da comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia, delineia sobre seu conhecimento da perseguição, aos bahá’ís do Irã desde a época que o processo com uma petição foi encaminhada para a OAB. Ela acompanha e estuda esta questão desde o ano de 2007, quando lhe foi apresentada a história sobre a questão bahá’is do Irã. Falou sobre os 57000 Bahá’ís estabelecidos no Brasil, disse não estar falando de uma religião em si mais sim da liberdade de expressão e direito de escolha pessoal de uma religião e que mesmo com a convenção dos Direitos Humanos ainda milhares de Judeus foram assassinados, falou sobre os horrores do Holocausto.

Continuou a falar das terríveis perseguições inaceitáveis aos bahá’ís do Irã, sobre a destruição dos lugares sagrados e símbolos da fé, que são a identificação de um povo e de uma comunidade. Mostrou ainda a perseguição as minorias de diversos seguimentos na sociedade humana onde seus direitos são desrespeitados, sua indignação também foi principalmente por ver ali naquele grupo dos sete bahá’ís duas mulheres condenadas a julgamento por sua escolha de fé. Falou sobre a necessidade de respeito e de tolerância e que a tolerância pressupõe a aceitação do outro como ele é, leu a resenha que fez de livros e de seus escritores.Sua fala emocionante contagiou a todos e disse; não podemos aceitar nenhuma espécie de discriminação, chega de perseguição aos diferentes e as minorias.

Na ocasião ela leu uma carta que redigiu, para que as instituições presentes no ato público de solidariedade pela vida aos bahá’ís presos no Irã pudessem assiná-la enviar para a Comissão de Direitos Humanos para que seja anexada ao processo que tramita ali e para todos os contatos pessoais e de todas as instituições coordenadoras e apoiadoras desta ação. Chamada de “Carta de Repúdio à perseguição, sob todas as formas, aos Baháís do Irã.”

Dr. Aluísio Gurgel Acosta, advogado em causas cíveis e criminais, contextualizou o que estava ocorrendo ali naquele momento em relação aos Bahais presos no Irã, estava ocorrendo em várias cidades do Brasil, no dia de hoje, manifestações de repúdio ao julgamento dos Bahais no Irã, estas questões implicam em questões de etnia, falou sobre o principio da UNIDADE, Disse que os Bahais estavam ali para discernir sobre o pensamento religioso o que foi revelado nos livros sagrados.

Falou sobre os abusos que são cometidos por governos, dizendo-se que esta é a vontade de Deus, que as diferenças são criadas pela mente humana e não por Deus, matéria prima que nos leva a crer, que é o impulso pela fé. Que o homem precisa crer que a vida será boa, será melhor; a religião é um fenômeno para se chegar a crer na existência de uma vida melhor após esta. A religião é o melhor canal para se levar ao impulso da discriminação, da necessidade de transcender, é o que busca um jovem quando usa drogas, pois há falta de ideologia no mundo. Portanto tem uma necessidade de crer, procuramos a transcendência, é uma característica inerente ao ser humano.

Srta. Joelma Cristina Gomes– fez a apresentação das entidades que coordenaram e que apoiaram e assinaram uma lista de assinatura de Apoio a Defesa e Libertação dos Bahá’ís Presos no Irã deste ato público de solidariedade e deu oportunidade de dois minutos para que os representantes de algumas instituições pudessem falar sobre seu sentimento.

Fizeram uso da Palavra de encerramento: Dra. Genivalda Cravo –Representante da URI- Nacional e membro fundadora da URI-Goiás (lembrou que as matrizes africanas no Brasil, também são discriminados em nosso pais; Sra. Isabel Cristina (Secretaria Regional de Igualdade Racial do Partido dos Trabalhadores – Goiás) propôs a realização de um grande Ato contra a intolerância Religiosa; Valkíria Fernandes(Comunidade Herdeiros de Ifá – Culto Africano) Cicatriz ser mulher, ser negra, ser de religiões não tradicionais, etc; Lucia Helena (CONEN – Coordenação de Entidades Negras): disse que o Cônsul disse que o que está acontecendo no Haiti é por causa de macumba...; Dona Vera Balbino (associação das mulheres surdas) falou da necessidade de tradutor Libras nas reuniões.

Dois fatos me chamou muito a atenção.

Ao organizar o auditório para a reunião, com a ajuda de pessoas voluntárias , a Sra. Valkíria Fernandes de Carvalho Representante da Nação Maria Retalho,estava conversando com uma amiga e ao me aproximar me perguntou se o vaso que eu havia colocado na mesa com símbolos místicos da Fé era para uso de cerimônia sagrada na Fé Bahá’í, eu disse que não; era simplesmente uma peça feita à mão, uma arte da cultura iraniana daquele país e que Dona Zia havia emprestado para o evento. Ela nos disse então que estava impressionada com um fato que lhe aconteceu. Que por curiosidade de conhecer de perto o simbolismos ali expostos ela se aproximou do vaso que continha sete rosas vermelhas simbolizando os sete bahá’ís presos, ela colocou a mão no vaso e no momento ela sentiu seu corpo se arrepiar da cabeça aos pés, e que ela só de nos contar estava se arrepiando todinha o tempo todo, e que ela sentia que ela tinha uma ligação muito forte com o Irã e com aquele momento que ela estava vivenciando, como se fosse um filme que passava em sua mente mas ela não conseguia entender. Eu disse para ela que para mim isto era positivo em relação a nossa ação em defesa dos bahá’ís do Irã.

No final da reunião, ela me questionou novamente sobre os princípios da Fé Bahá’í, de suas leis se existia leis, sobre a espiritualidade e como eram realizadas nossas reuniões se havia um líder na comunidade, eu lhe expliquei rapidamente como era. Eu lhe disse que enviaria materiais para que ela estudasse esse inteirasse sobre a história da Fé e seus princípios, ela agradeceu, me pediu que eu para ela as três músicas das invocações sagradas em língua persa que foram tocadas em vários momentos do evento, Alahoma, Yá Bahá'u'l-Abhá, Yá Bahá'u'lláh.

Outro fato hoje pela manhã ao conversar via telefone com o Sr. Carlos César Cunha – Secretário de tecnologia da ASPPIR, ele me disse ter ficado impressionado com a história sobre a perseguição aos bahá’ís do Irã, e que ele depois foi assistir o vídeo 300 Mil Vozes e ficou chocado com as imagens de violência na morte dos bahá’ís daquele país, então ele fez uma busca na internet e foi estudar sobre esta perseguição, e que na opinião pessoal dele a ONU precisaria tomar medidas mais enérgicas com relação à transgressão dos direitos humanos que acontecem aos bahá’ís no Irã, cortando todas as relações dos países com o governo do Irã, entre outros comentários que feito indignado com a história da perseguição dos bahá’ís do Irã.


Coordenadores do evento:
Grupo de Trabalho pela Paz da prefeitura de Goiânia

*José Eduardo da Silva - Assessor de Promoção da Igualdade Racial
*Joelma Cristina Gomes– Chefe de Gabinete
*Neuza Maria – Coordenadora do Programa de ações afirmativas
*Cláudio Roberto dos Santos – Assessor de Comunicação
*Carlos César Cunha – Secretário
*Manoela Augusta da Silva - Assessora de Comunicação
*Donizete – Secretário do Programa de Ações Afirmativas
*Catarina Cavalcante de Jesus- Membro do GT da Paz e da URI - Goiás-Iniciativa das Religiões Unidas.

Instituições coordenadoras e apoiadoras do evento:

-Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia
-Comitê Gestor de Direitos Humanos
-Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial da Prefeitura de Goiânia
- (APNs) Agentes de Pastoral Negros
-CENEG Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás
-Coordenação Nacional de Entidades Negras
-CACUNE Casa de Cultura e comunidades Negras de Goiânia e Góias
-Ordem dos Advogados do Brasil em Goiânia
-Fórum Goiano de Mulheres
-Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia
-URI-GOIÁS Iniciativa das Religiões Unidas
-CONAMAD-FAMA Assessoria de Comunicação das Mulheres Evangélicas da (Assembléia de Deus)
-Representação do Conselho do Parlamento Mundial da Paz
- Grupo de Mulheres Negras Malunga
- Maçonaria Grande Oriente de Goiás
-Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo
-Secretaria Municipal de Esporte e Lazer
-CONEN – Coordenação de Entidades Negras
-UNIPAZ-Goiás
-CANBENAS Coletivo de Estudantes Negras/os Beatriz Nascimento
-Nação Maria Retalho
-CONEN Coordenação Nacional de Entidades Negras
CEEDH-GO Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás
-Secretaria de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores
-Associação de Mulheres Deficientes Surdas e Mudas do Estado de Goiás
-IFÁ Instituto de Pesquisa Herdeiros de IFÁ
-AJAH Associação de Jovens e Adolescentes pela Habitação
-Grupo de Mulheres Negras Dandara do Cerrado
-Associação Pró- melhoramento do Setor Estrela Dalva em Goiânia

*Agradecimentos especiais a todos os que se dedicaram com carinho e esmero na organização do evento:

*José Eduardo da Silva - Assessor de Promoção da Igualdade Racial
*Joelma Cristina Gomes– Chefe de Gabinete
*Neuza Maria – Coordenadora do Programa de ações afirmativas
*Cláudio Roberto dos Santos – Assessor de Comunicação
*Carlos César Cunha – Secretário
*Manoela Augusta da Silva - Assessora de Comunicação
*Valkíria Fernandes de Carvalho

Entre pessoas representantes de instituições, sociedade civil e funcionários de outras áreas da Prefeitura de Goiânia, costa registrados nesta carta ou na lista de assinaturas em anexo, em defesa dos bahá’ís no Irã, foram cerca de 50 participantes pelo Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Bahá’ís Presos no Irã.

Uma lista de assinaturas de instituições e pessoas da sociedade civil em defesa dos bahá’ís presos no Irã será anexada aos documentos que serão enviados para a Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia, para o Parlamento Mundial da Paz, outros órgãos de Direitos Humanos.

A Carta de Repúdio à perseguição, sob todas as formas, aos Baháís do Irã, foi impressa para ser distribuída em outros seguimentos e reuniões da Prefeitura de Goiânia.


Atenciosamente,


Catarina Cavalcante de Jesus.
Membro Fundador da URI-Goiás
Membro do Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia






"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-


4 de fev de 2010

Julgamento de Bahá ís mobiliza o mundo



No Brasil três capitais estarão realizando atos de solidariedade e orações em favor da vida das sete lideranças bahá'ís presas por acusações infundadas desde o mês de maio de 2008.

A religião Bahá í surgiu na antiga Pérsia e atualmente possui cerca de 7 milhões de adeptos espalhados em mais de 170 países. No Brasil, a Comunidade Bahá í está presente há quase um século e conta com cerca de 57.000 praticantes. Contudo, em alguns países como no Egito e no Irã, os bahá ís são perseguidos.

No Irã, desde a fundação da Fé Bahá'í em 1844, os bahá ís sofrem perseguições, pois não podem manifestar sua religião abertamente, tem suas casas saqueadas e não consegue ter acesso a serviços como educação e até mesmo trabalho. Além disso, muitos praticantes são presos sumariamente e outros, desapareceram ou foram mortos.

Ressalta-se que desde a Revolução dos Aiatolás o povo iraniano sofre consideravelmente, mesmo aqueles que professam a fé islâmica entre outras fé. Nesse clima de intolerância religiosa, no próximo dia 7 de fevereiro, sete líderes bahá ís serão julgados pela Corte Revolucionária do Irã, conforme a lei de sharia. No último dia 28, dois dissidentes já foram executados pela corte. Diante dessa situação, representantes de organizações civis e de defesa de direitos humanos no Brasil pleiteiam a presença de observadores independentes durante o julgamento e organizam um ato de solidariedade e apelo pela vida dos líderes bahá ís, que será realizado no dia 4 de fevereiro, em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Uma carta oficial de repúdio contra a prisão dos bahá'ís solicitando a liberdade destes foi feita pela Dra.Gildeneide dos Passos Freire, Alta Comissária de Direitos Humanos do Parlamento Mundial de Segurança e Paz e Juíza Arbitrária do Mercosul, entre outros documentos serão entregues ao Presidente da comissão de direitos Humanos da OAB doutor Alexandre Prudente Marques que entregará ao presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva para encaminhar a mesma ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que conta com as assinaturas de outros representantes de várias instituições ligadas aos direitos humanos em Goiânia e Estado de Goiás.


Realização:
-Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial
-Grupo de Trabalho pela Paz da Prefeitura de Goiânia
-Agentes de Pastoral Negros (APNs)
-Coordenação Nacional de Entidades Negras
-CACUNE Casa de Cultura e comunidades Negras de Goiânia e Goiás
-Ordem dos Advogados do Brasil em Goiânia
-Comissão de Direitos Humanos em Goiânia
-URI-GOIÁS Iniciativa das Religiões Unidas
-Maçonaria Grande Oriente de Goiás

Convidados

-UNIPAZ Goiás
-Forúm Goiano de Mulheres
-Asembléia Legislativa de Goiânia ( Direitos Humanos)
-Representação do Ministério Público Federal
-SEMIRA Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial
-DANDARA Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado

Dia: 04 de fevereiro de 2010
Horário: 16:00 às 17:00
Local: Tocantins nº 191 Centro, prédio do Procon municipal no auditório da Assessoria Especial de Políticas para Igualdade Racial


A questão dos direitos humanos e da tolerância religiosa é fundamental para o deslinde deste caso. Aliás, interessante citar um ensinamento da Fé Bahá í “... somos as folhas e os ramos de uma mesma árvore... as gotas de um único mar...".

Atenciosamente

Catarina Cavalcante de Jesus.
Membro Fundadora da URI/Goiás Iniciativa das Religiões Unidas



Programação do Ato Público de Solidariedade pela Vida dos Bahá’ís no Irã


16h as 16:08 - Abertura

José Eduardo da Silva – Assessoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

16:08 às 16: 23 -
Cerimônia Bahá’i
Catarina Cavalcante e Dona Zia Pehzeskzad

16:23 às 16: 33 -
Pronunciamento do Presidente da Ordem dos Advogados e da Comissão de Direitos Humanos
Dr. Alexandre Prudente Marques

16:33às 16: 50 - Apresentação do Levantamento dos Bahais e da Fé Bahá'í no Irã
Juíza Arbitrária do Mercosul e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Goiânia
-Dra. Gildeneide dos Passos Freire

16:50 às 17:00 -
Apresentação do vídeo 300 Mil Vozes


17:00 às 17:15 -
Espaço livre de 2 minutos para representantes de instituições possam falar sobre a questão da liberdade religiosa

17: 15
Encerramento



"A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos"
-Bahá'u'lláh-